A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) está com inquérito policial em curso para apurar o latrocínio – roubou seguido de morte – do padre Adriano da Silva Barros, de 36 anos, no município de Manhumirim, na Zona da Mata, a cerca de 292 km de Juiz de Fora. O corpo foi encontrado carbonizado, e a perícia aponta que ele também foi esfaqueado. Um jovem de 19 anos – suspeito de envolvimento no crime e que estava na direção do veículo roubado da vítima – foi preso nesta sexta-feira (16), na Central do Brasil, no Rio de Janeiro (RJ).
Anteriormente, o irmão dele, um homem de 22 anos, foi localizado pela Polícia Militar e preso em flagrante na última quarta-feira (14), um dia após o homicídio. Na delegacia do município, ele confessou o crime e alegou ter tentado extorquir o religioso sob ameaça de expor uma suposta relação amorosa com o mesmo. Entretanto, a PCMG descarta essa versão e reforça a tese de latrocínio. Um terceiro suspeito ainda está foragido. O delegado Gladson de Souza Ferreira explica que o crime foi premeditado e que no sábado (10) os irmãos e mais outra pessoa fizeram uma reunião para planejar a execução do crime.

Padre Adriano da Silva Barros, durante celebração religiosa. Foto: Portal Paróquias
Ainda de acordo com o delegado, a motivação seria uma possível dívida de drogas do irmão mais novo, que é do Rio de Janeiro. Durante uma abordagem da Polícia Militar daquele estado, entorpecentes que estavam em posse dele teriam sido apreendidos. “Ele é um conhecido traficante por lá e estaria devendo uma quantia de drogas. Em razão desse prejuízo, ele teria vindo até Manhumirim para levantar o dinheiro. Foi quando tiveram a ideia de cometer esse crime”, explica.
O delegado acrescenta que, no dia seguinte ao latrocínio, o irmão de 22 anos teria ido ao local para colocar fogo no corpo da vítima. “Identificamos outra pessoa, que teria conhecimento do fato e fornecido o combustível. Agora estamos trabalhando para a sua devida qualificação”, complementa.
Além da recuperação do veículo, a PCMG conseguiu localizar os pertences da vítima, como documentos pessoais – CPF, carteira de plano de saúde e CNH – e cartões de crédito.
