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Domingo, 07 de Junho 2026
Justiça

Diretor do BC informa à PF que Banco Master detinha apenas R$ 4 milhões em caixa

Instituição do porte do Master deveria dispor de bilhões em títulos livres, valor que reflete a liquidez de um banco, em contraste com o montante revelado.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Diretor do BC informa à PF que Banco Master detinha apenas R$ 4 milhões em caixa
© Lula Marques/ Agência Brasil
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O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, informou à Polícia Federal (PF) que o Banco Master possuía um montante de apenas R$ 4 milhões em caixa antes da liquidação decretada pela autarquia em novembro do ano passado.

Aquino prestou depoimento à PF e a representantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) em 30 de dezembro de 2025, no âmbito do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura as irregularidades na instituição financeira.

Segundo o diretor do BC, o Master era classificado como um banco de médio porte, com aproximadamente R$ 80 bilhões em títulos de crédito. Aquino explicou que uma instituição desse porte deveria manter entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões em títulos desonerados para negociação, valor que atesta a liquidez de um banco. Contudo, o Master dispunha de apenas R$ 4 milhões.

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"Para deixar isso claro, um banco com R$ 80 bilhões [em ativos] possui uma liquidez de R$ 3 bilhões, R$ 4 bilhões em títulos livres. O Master, antes da liquidação, tinha R$ 4 milhões em caixa", pontuou o diretor.

O diretor de Fiscalização do Banco Central também mencionou dificuldades de liquidez enfrentadas pelo Will Bank, outra instituição financeira associada ao Master e que igualmente foi liquidada.

"Havia muita dificuldade no pagamento. O acompanhamento era devido à crise de liquidez, se o caixa fecharia ou não", relatou Aquino.

As apurações sobre as fraudes no Banco Master seguem em tramitação no STF, sob a relatoria do ministro Dias Toffoli.

Em dezembro do ano passado, o ministro determinou que a investigação permanecesse na Corte, e não fosse para a Justiça Federal em Brasília. A decisão foi justificada pela menção de um deputado federal nas investigações, que possuem foro privilegiado no STF.

Em novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros envolvidos foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A ação investiga a concessão de créditos fraudulentos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de aquisição da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), um banco público vinculado ao governo do Distrito Federal.

Conforme as investigações, as fraudes podem totalizar até R$ 17 bilhões.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil

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