A descoberta antecipada do câncer de mama continua sendo o principal fator para garantir melhores resultados no tratamento. Em Minas Gerais, o governo estadual vem fortalecendo a rede pública de atenção oncológica com novas estratégias voltadas à detecção e ao cuidado rápido das pacientes — entre elas, o programa Saúde Aqui Tem Pressa: Cuidar na Hora Certa, criado em 2024 pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).
Lançado com investimento anual de R$ 24,4 milhões, o programa tem como objetivo reduzir o tempo de espera entre o diagnóstico e o início do tratamento, além de ampliar o acesso à mamografia e à biópsia nas diversas regiões do estado. Segundo a secretária adjunta de Saúde, Poliana Cardoso Lopes, o foco é “garantir que o diagnóstico precoce seja uma realidade para todas as mulheres mineiras, independentemente de onde vivam”.
No Hospital Alberto Cavalcanti (HAC), unidade da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e referência em oncologia, os atendimentos são realizados por equipes multiprofissionais, desde o acolhimento inicial até o acompanhamento pós-tratamento. A mastologista Larissa Aquino explica que a instituição tem ampliado a capacidade diagnóstica com novos equipamentos e suporte a pacientes em cuidados paliativos.
Atualmente, Minas conta com 437 mamógrafos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Para reduzir desigualdades regionais, a SES-MG destinou R$ 1,2 milhão à compra de novos aparelhos, que beneficiarão 62 instituições em 45 municípios. A enfermeira oncologista Gisele Vaz Costa destaca que a mamografia é essencial para identificar tumores ainda assintomáticos e possibilitar o início imediato do tratamento.
O programa estadual foi estruturado em cinco eixos principais: ampliação do acesso à mamografia de rastreamento, cobertura em todas as microrregiões, agilidade na realização de biópsias, fortalecimento da vigilância e monitoramento dos casos e redução do intervalo entre o diagnóstico e o início do tratamento.
No SUS, o tratamento do câncer de mama inclui cirurgias, reconstrução mamária, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e terapias com anticorpos, de acordo com o tipo e estágio da doença.
Entre as pacientes atendidas na rede pública está a cuidadora de idosos Amanda Taís Maia, de 32 anos, que descobriu o câncer de mama durante a gestação. “Foi um momento de medo, mas também de fé. Hoje, vejo que foi um recomeço”, conta. Ela recebeu acompanhamento durante toda a gravidez e passou por cirurgia dois meses após o nascimento do filho.
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