Às vésperas do Dia Mundial do Queijo, celebrado em (20/01), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) divulgou dados inéditos sobre a produção de queijos pela agroindústria familiar no estado. O levantamento revela que, ao longo de 2025, foram produzidas 43 mil toneladas de queijo em Minas Gerais, reforçando a relevância econômica e cultural da atividade.
Os dados foram consolidados a partir de informações coletadas pelos escritórios da Emater-MG em mais de 800 municípios mineiros. Além do volume expressivo, o estudo evidencia a diversidade da produção de queijos desenvolvida no meio rural, que envolve diferentes métodos, tipos de leite e tradições regionais.
Segundo o vice-governador Mateus Simões, a produção familiar de queijos representa um patrimônio para o estado. Ele destacou que a atividade mantém tradições históricas, fortalece a economia local e posiciona Minas Gerais como referência nacional e internacional na fabricação do produto.
Mais de 12 mil empreendimentos familiares
O levantamento mostra que Minas Gerais conta com aproximadamente 12,5 mil empreendimentos individuais ligados à agroindústria familiar do queijo. Esses produtores elaboram uma ampla variedade de produtos feitos com leite pasteurizado, como queijo minas frescal, muçarela, queijo minas padrão, parmesão, prato, provolone, requeijão e ricota, além de derivados de leite de cabra e de búfala, como boursin e burrata.
No entanto, a maior parte da produção familiar está concentrada nos queijos artesanais, fabricados a partir de leite cru. Em 2025, esse segmento alcançou 32,1 mil toneladas, o equivalente a cerca de 74,6% de todo o queijo produzido pela agroindústria familiar no estado. Minas reúne 8,8 mil agroindústrias familiares dedicadas exclusivamente a esse tipo de produção, distribuídas em regiões com forte identidade cultural e tradição transmitida entre gerações.
De acordo com a coordenadora técnica da Emater-MG na área de Queijos Artesanais, Rayanne Soalheiro de Souza, a produção artesanal contribui para a diversificação econômica e para a agregação de valor ao leite produzido nas propriedades rurais, fortalecendo o desenvolvimento sustentável das famílias e das comunidades.
Queijo Minas Artesanal em destaque
Dentro do segmento artesanal, o Queijo Minas Artesanal (QMA) se consolida como o principal produto da agroindústria familiar mineira. Em 2025, a produção estimada do QMA foi de 18,4 mil toneladas, envolvendo cerca de 3,5 mil agroindústrias familiares espalhadas por diversas regiões do estado.
No final de 2024, os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal foram reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco. Atualmente, Minas Gerais possui dez regiões oficialmente caracterizadas como produtoras de QMA: Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Diamantina, Entre Serras da Piedade ao Caraça, Serra do Salitre, Serras da Ibitipoca, Serro e Triângulo Mineiro.
Além dessas, outras seis regiões são reconhecidas pela produção de diferentes tipos de queijos artesanais: Alagoa, Mantiqueira de Minas, Serra Geral do Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha, Vale do Suaçuí e Vale do Mucuri.
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