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Domingo, 02 de Agosto 2026
Minas Gerais

Desafios da geopolítica e do protecionismo no agronegócio brasileiro

Novas barreiras regulatórias nos EUA, Europa e China exigem diplomacia técnica para garantir acesso a mercados e competitividade do setor.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Desafios da geopolítica e do protecionismo no agronegócio brasileiro
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O agronegócio brasileiro enfrenta um cenário desafiador com a recente reorganização do comércio global, impulsionada pelo crescimento do protecionismo e por disputas entre grandes potências. Segundo análise de Antônio Pitangui de Salvo, presidente do Sistema Faemg Senar, a crescente polarização geopolítica tem afetado diretamente as exportações do país, exigindo maior pragmatismo nas negociações internacionais.

Pressão tarifária e restrições nos mercados globais

As tensões internacionais já impactam o fluxo de mercadorias em grandes mercados. Nos Estados Unidos, o avanço de tarifas adicionais pela Seção 301 atinge parte das vendas nacionais, embora exceções recentes confirmem a relevância dos produtos do Brasil para o mercado norte-americano.

Na União Europeia, multiplicam-se exigências ambientais e políticas de tolerância zero para substâncias na pecuária. Essas barreiras sanitárias e regulatórias dificultam acordos com o Mercosul e fecham espaço para produtores brasileiros, como ocorreu com a perda das cotas de exportação do mel de Minas Gerais.

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A China, destino principal da carne bovina do país, também adota medidas defensivas. O governo chinês prevê a cobrança de uma sobretaxa de 55% sobre os embarques que superarem a cota anual a partir de 2026, sinalizando barreiras adicionais para o setor produtivo.

Sustentabilidade e a necessidade de uma diplomacia comercial

Além de enfrentar tarifas, os exportadores precisam comprovar cumprimento de normas trabalhistas e ambientais rigorosas. Embora a legislação nacional seja rígida, a burocracia para atestar a rastreabilidade das cadeias gera custos elevados e pode custar a presença do Brasil em mercados estratégicos.

Especialistas alertam que restringir exportações não reduz os preços internos, pois prejudica a renda no campo e compromete investimentos. O setor defende a recuperação de uma diplomacia comercial técnica e focada nos interesses nacionais para manter a competitividade econômica do país.

FONTE/CRÉDITOS: SINDIJORI MG

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