A campanha Agosto Lilás mobiliza órgãos públicos e a sociedade civil em todo o Brasil para reforçar o combate à violência contra a mulher. A iniciativa, alusiva à sanção da Lei Maria da Penha em 7 de agosto de 2006, busca conscientizar a população, fortalecer a rede de apoio e incentivar denúncias para interromper o ciclo de agressões que afeta milhares de brasileiras.
Apesar dos avanços legislativos, a violência doméstica permanece como um grave problema social. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam que o Brasil registrou 1.571 feminicídios em 2025, o maior número desde a tipificação penal do crime. Além disso, a Central Ligue 180 contabilizou mais de 590 mil atendimentos e 86 mil denúncias formais no mesmo período.
Em 2026, dados do Monitoramento Nacional divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública indicam que 741 feminicídios foram notificados entre janeiro e junho, representando uma redução de 2,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Embora haja esse recuo, os números continuam em patamares alarmantes.
Formas de violência previstas em lei
Especialistas alertam que as agressões nem sempre começam de forma física. A Lei Maria da Penha reconhece cinco modalidades de violência de gênero:
- Física: Qualquer conduta que ofenda a integridade ou a saúde corporal da mulher.
- Psicológica: Ações que causam dano emocional, diminuição da autoestima ou controle sobre comportamentos.
- Sexual: Atos coercitivos para presenciar, manter ou participar de relações sexuais não desejadas.
- Patrimonial: Retenção, subtração ou destruição de objetos, bens materiais ou recursos econômicos.
- Moral: Condutas que configurem calúnia, difamação ou injúria contra a vítima.
Ações em Minas Gerais e no município de Ubá
No estado de Minas Gerais, a rede de atendimento integra delegacias especializadas, a Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica, o Ministério Público e a Defensoria Pública. Durante o mês de agosto, as forças de segurança intensificam operações contra agressores e executam visitas tranquilizadoras às vítimas em diversas regiões mineiras.
Em municípios como Ubá e em outras localidades da Zona da Mata, as ocorrências atendidas rotineiramente destacam a relevância da atuação conjunta entre assistência social, forças policiais e o sistema de saúde. A intervenção rápida previne o agravamento dos conflitos e protege vidas.
Canais de denúncia e apoio
O combate à violência de gênero é um compromisso coletivo. Familiares, vizinhos e amigos desempenham um papel crucial ao identificar sinais de abuso e apoiar a vítima na busca por socorro especializado.
A Central Ligue 180 presta atendimento gratuito e sigiloso 24 horas por dia em todo o país. Em situações de emergência ou agressão em andamento, a Polícia Militar deve ser acionada imediatamente pelo telefone 190. As Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher também prestam orientação e suporte presencial.

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