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Domingo, 02 de Agosto 2026
Saúde

Amamentação reduz risco de doença cardíaca na mãe, aponta SBC

Produção de leite regula taxa de açúcar, diminui chances de diabetes e protege o coração contra o infarto.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Amamentação reduz risco de doença cardíaca na mãe, aponta SBC
© Valter Campanato/Agência Brasil
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A amamentação diminui em cerca de 11% a probabilidade de uma mulher desenvolver problemas cardiovasculares, conforme aponta a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

A queda expressiva nesses fatores de risco está diretamente relacionada ao tempo dedicado ao aleitamento materno.

“As publicações giram em torno de 18 meses de amamentação. A mulher que amamenta por mais tempo tem também redução desses fatores de risco: 12% menos risco de acidente vascular cerebral (AVC), 14% menos risco de infarto”, destaca a vice-presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher da SBC, Alexandra Oliveira de Mesquita.

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A médica esclarece que a ausência do aleitamento não significa, necessariamente, que a mulher terá predisposição aumentada para essas condições.

Durante a gravidez, o corpo feminino passa por oscilações hormonais marcadas pelo aumento da resistência à insulina e elevação de lipídios e colesterol ruim (LDL).

Com a lactação, ocorre um verdadeiro reset metabólico no organismo materno.

Benefícios hormonais e metabólicos

A produção de leite ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue e eleva a sensibilidade à insulina, além de utilizar a glicose corporal para afastar o risco de diabetes.

O processo também alivia o esforço do miocárdio, reduzindo a pressão arterial e a frequência cardíaca para otimizar o bombeamento sanguíneo.

A fase ativa a liberação de substâncias como ocitocina e prolactina, que funcionam como barreiras protetoras contra eventuais lesões no tecido cardíaco.

Especialmente conhecida como o hormônio do amor, a ocitocina blinda o coração contra a escassez de oxigênio por meio de vias celulares ligadas à energia.

“Tudo isso promove uma melhora da função endotelial, que é a função da parede interior das artérias”, explica a especialista.

Impacto na mortalidade feminina

As estatísticas mostram que as enfermidades cardiovasculares respondem por 33% dos óbitos femininos, superando os registros de câncer de mama.

Embora fatores como sedentarismo e hipertensão afetem ambos os sexos, as mulheres enfrentam riscos específicos associados ao histórico reprodutivo.

Condições como menopausa precoce, endometriose e complicações gestacionais exigem atenção redobrada da medicina preventiva.

FONTE/CRÉDITOS: Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

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