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Justiça

Defesa de Bolsonaro detalha paradeiro de armas não localizadas pelo Exército

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia ordenado a suspensão do porte e a apreensão dos armamentos do ex-presidente, gerando a busca pelas duas peças faltantes.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Defesa de Bolsonaro detalha paradeiro de armas não localizadas pelo Exército
© Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro encaminhou nesta terça-feira (7) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), explicações detalhadas sobre o paradeiro de duas armas que não foram encontradas pelo Exército.

A medida surge após a determinação de Moraes para a suspensão do porte e apreensão dos armamentos de Bolsonaro, um desdobramento que colocou em evidência a busca por essas peças.

Na segunda-feira (6), o Batalhão de Polícia do Exército (BPE) comunicou ao STF a entrega de seis das oito armas registradas em nome de Bolsonaro à Polícia Federal (PF).

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Contudo, uma pistola Glock e uma espingarda não puderam ser localizadas, gerando a necessidade dos esclarecimentos. Essa operação de entrega foi ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, seguindo a renovação da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente.

Os advogados de Bolsonaro informaram que a espingarda em questão se encontra em uma empresa importadora de materiais bélicos, localizada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

Conforme a justificativa da defesa, a arma é um presente recebido pelo ex-presidente e, por essa razão, nunca foi retirada do estabelecimento.

Quanto à pistola Glock, a defesa esclareceu que se trata da mesma arma apreendida anteriormente com um segurança do ex-presidente, estando atualmente sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal.

A ordem inicial de Moraes para a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão de todos os seus armamentos registrados foi emitida na última sexta-feira (3).

Essa decisão do ministro foi impulsionada pela repercussão de um incidente anterior, envolvendo a apreensão de uma arma com um dos seguranças particulares do ex-presidente.

Embora a Polícia Civil do Distrito Federal não tenha indiciado Bolsonaro e tenha afirmado a legalidade das armas, o ministro Alexandre de Moraes considerou que a posse de armamentos não é compatível com o cumprimento de uma pena de prisão.

Bolsonaro foi condenado no ano passado a 27 anos e três meses de prisão no âmbito do processo da trama golpista. Após uma cirurgia, ele obteve o direito de cumprir prisão domiciliar temporária, enquanto se recupera de uma pneumonia bacteriana.

FONTE/CRÉDITOS: Andre Richter - Repórter da Agência Brasil

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