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Terça-feira, 19 de Maio 2026
Saúde

Contaminação química preocupa em brinquedos vendidos no Brasil

Estudo da USP e Unifal encontra elementos tóxicos em amostras de plásticos infantis com concentrações até 15 vezes acima do limite permitido, indicando falhas na fiscalização.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Contaminação química preocupa em brinquedos vendidos no Brasil
Divulgação/Banco de Imagens
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Uma pesquisa inédita e abrangente, conduzida por cientistas da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Universidade Federal de Alfenas (Unifal), detectou níveis elevados de substâncias tóxicas em grande parte dos 70 brinquedos plásticos analisados, que incluíam itens de fabricação nacional e importada. O estudo, que avaliou a conformidade com as normas de segurança do Inmetro e da União Europeia, revelou um cenário preocupante de contaminação química múltipla. O elemento que apresentou o resultado mais alarmante foi o bário, com 44,3% das amostras ultrapassando o limite regulamentar, e em alguns casos, as concentrações estavam até 15 vezes acima do permitido. O bário, em excesso, pode ser associado a problemas cardíacos e neurológicos. Os resultados foram divulgados na revista Exposure and Health.

 

Principais Elementos Encontrados

Além do bário, a investigação identificou níveis preocupantes de outros metais pesados e substâncias tóxicas:

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  •  Chumbo: Encontrado acima do limite em 32,9% das amostras, chegando a concentrações quase quatro vezes o valor permitido. Este metal pode causar danos neurológicos permanentes, afetando a memória e o QI de crianças.

  •  Antimônio: Apresentou irregularidades em 24,3% dos brinquedos analisados e está ligado a danos gastrointestinais

  •  Crômio: Irregular em 20% das amostras, o crômio é uma substância classificada como carcinogênica.

     

A seleção dos brinquedos, feita em diferentes faixas socioeconômicas (lojas populares e shopping centers de Ribeirão Preto), priorizou itens destinados a crianças de 0 a 12 anos, muitos com formato que facilita a exploração oral, aumentando o risco de exposição.

O pesquisador Bruno Alves Rocha, que conduziu o trabalho de pós-doutorado, sugeriu que os dados reforçam a necessidade de medidas de fiscalização mais rigorosas, como análise laboratorial constante, rastreamento de produtos e certificações mais exigentes, especialmente para os brinquedos importados. A pesquisa utilizou técnicas avançadas para simular a liberação dos contaminantes em contato com a saliva, o que permitiu montar cenários de exposição.

 

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FONTE/CRÉDITOS: Agência FAPESP

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