A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta terça-feira (14) uma nova projeção para a **safra de grãos** 2025/26, elevando a estimativa para 360,1 milhões de toneladas. Este volume, que supera em 0,4% a expectativa anterior da **Conab**, sinaliza um cenário otimista para a **produção agrícola** nacional neste ciclo.
Caso essa marca seja atingida, a safra atual superará em 2,2% a colheita da temporada anterior, adicionando 7,8 milhões de toneladas ao total.
A Conab atribui essa projeção favorável à expansão da área cultivada, embora a produtividade média nacional das lavouras deva permanecer estável, em 4.311 quilos por hectare.
Fabiano Vasconcellos, gerente de Acompanhamento de Safras da companhia, destacou que as condições climáticas favoráveis, com chuvas adequadas e umidade do solo satisfatória, também impulsionaram o bom desenvolvimento das lavouras.
Para o mês de julho, a expectativa é de continuidade dessas condições, dentro da normalidade para o período, com uma redução esperada nas precipitações, especialmente na região central do Brasil.
Destaques da produção: Soja
Com a colheita já concluída, a soja atingiu uma marca de aproximadamente 180,6 milhões de toneladas. Esse volume representa exatamente a metade do total de 360,1 milhões de toneladas de grãos projetados para o ciclo atual.
Esse resultado representa um crescimento de 5,3% em comparação à safra anterior, impulsionado por um aumento de 2,7% na área cultivada. A adoção de um pacote tecnológico eficiente pelos produtores, aliada a condições climáticas propícias, foi determinante para esse desempenho.
Projeções para o milho
As estimativas da Conab indicam que a colheita de milho poderá atingir 141,7 milhões de toneladas. Se confirmada, essa cifra não só representará um acréscimo de 0,4% em relação à safra passada, mas também corresponderá a quase 40% do total da atual safra de grãos.
A primeira safra de milho, já em fase final de colheita, deve somar 29,6 milhões de toneladas. A segunda safra, que tem 38,9% da área colhida, projeta 109,43 milhões de toneladas, um volume abaixo da média registrada nos últimos cinco anos.
Para a terceira safra, a expectativa é de uma produção agrícola de 2,7 milhões de toneladas.
Situação do arroz e feijão
A colheita de arroz foi concluída, registrando uma produção agrícola de 11,1 milhões de toneladas. Esse número representa uma queda de 13,1% em comparação à safra anterior, justificada pela redução da área plantada.
Quanto ao feijão, a estimativa de produção total é de 3 milhões de toneladas, indicando uma redução de 1,4% em relação ao ciclo passado.
Vasconcelos detalhou que a segunda safra de feijão enfrentou adversidades climáticas, especialmente no final de junho. Na Região Nordeste, a escassez de chuvas foi um problema, enquanto nas regiões Sul e Sudeste, frentes frias resultaram em chuvas, baixas temperaturas e até geadas, impactando o potencial produtivo de algumas lavouras.
Apesar das reduções projetadas, o gerente assegurou que o volume de arroz e feijão colhido será suficiente para garantir o abastecimento do mercado interno.
Cenário do algodão
Para o algodão, a previsão é de uma produção agrícola de 4,06 milhões de toneladas de pluma. Atualmente, 8,1% da área já foi colhida, 78,4% está em fase de maturação e 13,5% em formação de maçãs.
A Conab ressalta que as condições climáticas favoráveis foram cruciais para o bom desenvolvimento das lavouras, resultando em um ganho de produtividade de 2,8% em comparação à safra 2024/25.
Essa melhoria no desempenho médio das lavouras conseguiu compensar a redução de 3,2% na área plantada, que neste ciclo se aproximou dos 2 milhões de hectares.
A revisão da estimativa para o algodão também impactou as projeções de exportação da fibra, que podem alcançar 3,38 milhões de toneladas, com um estoque final previsto de 2,67 milhões de toneladas.
Trigo: Cultura de inverno
O trigo, uma das principais culturas de inverno, está em fase final de plantio. A Conab prevê uma redução de 23,5% no volume a ser colhido, estimando um total de 6 milhões de toneladas. Essa diminuição é atribuída tanto à menor área dedicada ao cereal quanto à expectativa de uma produtividade média inferior nas lavouras neste ciclo.

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