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Terça-feira, 19 de Maio 2026
Política

Comissão da Câmara aprova criação de Prontuário Único Nacional para combater violência doméstica

A proposta, que altera a Lei Maria da Penha, avança na Câmara dos Deputados para análise final

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Comissão da Câmara aprova criação de Prontuário Único Nacional para combater violência doméstica
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
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A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados deu um passo crucial ao aprovar o Projeto de Lei 5424/25, que visa instituir o Prontuário Único Nacional de Violência Doméstica. Esta iniciativa, que modifica a Lei Maria da Penha, busca centralizar informações sobre casos de violência doméstica em todo o Brasil, promovendo um combate mais eficaz e integrado.

Este sistema inovador permitirá a alimentação de um banco de dados unificado e em tempo real, consolidando informações cruciais sobre violência doméstica. Ele abrangerá desde os registros iniciais de boletins de ocorrência e inquéritos policiais até o acompanhamento detalhado dos processos judiciais.

Além disso, a plataforma será responsável por documentar as sentenças proferidas e supervisionar ativamente o cumprimento das medidas protetivas de urgência, garantindo maior efetividade na proteção das vítimas.

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A funcionalidade essencial do prontuário reside na sua capacidade de interligar as diversas redes de segurança pública, englobando esferas municipais, estaduais e federais. Essa integração é vital para o cruzamento eficiente de dados.

O histórico completo dos casos será compartilhado de forma segura com os tribunais, o Ministério Público e a Defensoria Pública, fortalecendo a atuação coordenada de todos os órgãos envolvidos na proteção da mulher.

A gestão e coordenação dessa robusta estrutura ficarão a cargo do Ministério da Justiça, que contará com o suporte estratégico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Para o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), autor da proposta, esta medida é fundamental para superar a fragmentação atual no registro de ocorrências. Ele destaca que a ausência de um sistema integrado permite que agressores ocultem seus históricos criminais ao se deslocarem entre cidades ou estados.

Acesso restrito e garantia de sigilo

A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), relatora do projeto, manifestou seu apoio irrestrito à iniciativa, enfatizando que ela constitui um avanço tecnológico crucial para a salvaguarda de vidas.

Conforme explicou Laura Carneiro, a capacidade de monitoramento em tempo real fornecerá a juízes e policiais dados objetivos para uma avaliação precisa do risco iminente enfrentado pelas vítimas. Tal funcionalidade é essencial para assegurar a continuidade da proteção, mesmo quando a mulher se desloca entre diferentes jurisdições.

É importante ressaltar que a proposta prevê acesso estritamente restrito aos profissionais autorizados do Sistema de Justiça, garantindo o sigilo absoluto de todos os dados da vítima e de seus dependentes, protegendo sua privacidade e segurança.

Próximos passos legislativos

O Projeto de Lei, que tramita em caráter conclusivo, agora seguirá para análise das Comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se torne lei, sua aprovação é indispensável tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal.

Para mais detalhes sobre o processo de tramitação de projetos de lei, clique aqui.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias

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