A Campanha Inverno em Minas foi detalhada nesta terça-feira (25/11) durante a 1ª Feira Nacional de Destinos Turísticos de Inverno, realizada em Monte Verde, distrito de Camanducaia. A apresentação ficou a cargo de Gabriel Braz, técnico da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), na Sala Sebrae, espaço dedicado às conferências do evento.
Lançada em 2024, a campanha tem se mostrado uma estratégia relevante para posicionar Minas Gerais como destino nacional do frio, reunindo experiências que envolvem gastronomia, montanhas, cultura e hospitalidade. Em 2025, três territórios foram destacados como protagonistas da temporada: a Cordilheira do Espinhaço, a Mantiqueira de Minas — onde está localizado Monte Verde — e o Caparaó Mineiro.
A feira, organizada pela Secult-MG, Prefeitura de Camanducaia e Agência de Desenvolvimento de Monte Verde e Região (Move), reúne representantes de destinos turísticos de clima frio, gestores públicos, empresários, especialistas e profissionais do setor. A expectativa é receber cerca de 1.500 visitantes ao longo dos três dias. Paralelamente, ocorre o 3º Seminário Move de Desenvolvimento Sustentável do Turismo de Camanducaia.
Inovação e combate à sazonalidade
A abertura contou com uma mensagem em vídeo do ex-secretário Leônidas Oliveira, celebrando a realização da feira, iniciativa criada em sua gestão. Já a secretária-adjunta de Estado de Cultura e Turismo, Josiane de Souza, apresentou uma análise sobre os efeitos da sazonalidade no turismo e destacou a importância do equilíbrio entre oferta e demanda. Em sua fala, apontou que soluções conjuntas entre empresários, comunidade e poder público, aliadas a planejamento e estratégias contínuas, podem oferecer respostas consistentes ao desafio.
Josiane observou que o enfrentamento da sazonalidade inclui a diversificação dos produtos turísticos, a criação de um calendário anual de eventos, ações de segmentação de mercado, práticas de marketing econômico, integração entre rotas turísticas e investimentos em infraestrutura e qualificação. A gestora mencionou cases internacionais, como Tirol, Québec e Hokkaido, como referências possíveis.
A secretária-adjunta também anunciou um investimento inédito nas Instâncias de Governança Regionais (IGRs). Segundo ela, cada uma das 48 IGRs receberá R$ 100 mil via incentivo e parceria com a Codemge para ações de estruturação dos destinos. Ela ainda citou os programas ICMS Turismo e ICMS Patrimônio Cultural, cujos recursos anuais se aproximam de R$ 280 milhões.
Sabores mineiros no fogão à lenha
A programação gastronômica começou com a Mesa Mineira, parceria com o Instituto Mundu, reunindo quitandas, quitutes e doces de diversas regiões do estado. Em seguida, a chef Jéssica Tamara Sales, do buffet Arte de Cozinhar, de Casa Branca, preparou ragu de rabada com salada de agrião e angu à mineira no fogão à lenha, destacando sua trajetória e a força de sua comunidade.
A chef Sônia Kohen, da Villa Donna Bistrô — premiada na categoria Prepara Gastronomia — apresentou polenta com ragú de linguiça e risoto com fraldinha confit. Já Cleide Maria da Cruz, do Café da Cleide, levou sua tradicional broa de fubá com milho fresco e queijo Minas, além de bolos e outras receitas que marcaram sua história na Rota do Capitão Senra, importante percurso de mototurismo.
Palestras em destaque
A programação desta terça-feira (25/11) incluiu temas como planejamento urbano em destinos inteligentes, estratégias para reduzir a sazonalidade a partir de parques de diversão, natureza e entretenimento, e gestão sustentável de atrativos turísticos, com especialistas como Márcio Luiz Oppitz Ribas, Márcio Clare Carvalho e Ronaldo Paes.
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