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Política

Câmara Legislativa exige explicações do presidente do BRB sobre rombo financeiro

Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB, e Daniel Izaías de Carvalho, secretário adjunto de Economia do DF, deverão esclarecer a malfadada aquisição do Banco Master e as práticas de governança da instituição.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Câmara Legislativa exige explicações do presidente do BRB sobre rombo financeiro
© Joédson Alves/Agência Brasil
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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa do Distrito Federal determinou a convocação do presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, e do secretário adjunto de Economia do governo do Distrito Federal, Daniel Izaías de Carvalho. Eles deverão prestar esclarecimentos sobre a atual situação financeira da instituição bancária.

A decisão de convocar os representantes ocorreu após a ausência de ambos em audiência pública previamente agendada para esta terça-feira (7). A falta desrespeitou um acordo anterior com o poder legislativo local, o que gerou fortes críticas por parte dos deputados distritais.

Inicialmente, os dois haviam sido convidados para a sessão desta terça-feira, tendo se comprometido publicamente a comparecer espontaneamente para detalhar a fracassada tentativa de aquisição do Banco Master e as políticas de governança implementadas pela instituição.

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Ao iniciar os trabalhos da CCJ na Câmara Distrital, o presidente da comissão, deputado distrital Thiago Manzoni (PL), relembrou que a convocação havia sido transformada em convite em virtude de um "compromisso público" de comparecimento na data de hoje, 7 de abril.

"A ausência dos convocados, especialmente considerando a gravidade dos acontecimentos, não representa apenas um desrespeito a esta comissão. É, acima de tudo, um desrespeito ao cidadão do DF, que tem o direito de conhecer a realidade do BRB, uma entidade financeira pública que movimenta vultosas somas e tem um papel crucial na economia do Distrito Federal", declarou Manzoni.

A ausência dos dois convidados também foi alvo de críticas pelo deputado Fábio Félix (PSOL). Após mencionar uma série de reportagens que evidenciavam a "gravidade dos fatos" relacionados ao banco público, ele lamentou a postura das autoridades do DF em relação às solicitações de informação sobre o caso.

"Não apenas meu gabinete, mas todos os gabinetes desta Casa têm protocolado diversos pedidos de informação para ter acesso a documentos. A resposta do BRB tem sido de desrespeito à Câmara Legislativa. É sempre um 'não' categórico, fundamentado em argumentos de sigilo, alegando que tais informações não podem ser divulgadas a ninguém", argumentou o deputado do PSOL.

Félix acrescentou que, sem o acesso a essas informações, os parlamentares ficam impossibilitados de compreender a real situação do banco, e que esses depoimentos são essenciais para se ter clareza sobre os acontecimentos no governo do DF e no BRB.

Conforme o deputado do PSOL, "a responsabilidade [pelo ocorrido] é evidente", visto que o governo do DF é o controlador do BRB. Félix argumentou que os projetos de lei que favoreciam a operação foram submetidos à Câmara Legislativa pelo ex-governador Ibaneis Rocha.

"A atuação política para a aprovação célere e rápida dos dois projetos foi conduzida pelo governador Ibaneis Rocha. Portanto, não se trata de um pré-julgamento jurídico. A responsabilidade política é inequívoca", concluiu.

CMPI do Congresso

Na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Crime Organizado, no Congresso Nacional, o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha também era esperado para depor nesta terça-feira, mas não compareceu à sessão.

Ele já havia faltado a duas reuniões anteriores como convidado. Em resposta, o colegiado também aprovou a convocação do ex-governador. Ibaneis Rocha era esperado para discorrer sobre as negociações do BRB para a aquisição do Banco Master, um negócio que foi vetado pelo Banco Central.

Entenda o caso

O banco estatal do Distrito Federal enfrenta uma crise de confiança e desafios de liquidez em decorrência dos prejuízos resultantes da aquisição de carteiras de crédito e ativos de baixa liquidez do Banco Master, em uma transação bilionária. A Polícia Federal está investigando alegações de fraude na compra de aproximadamente R$ 12,2 bilhões em créditos do banco.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil

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