O calendário aproxima-se de 2024, o ano de eleições municipais. Em São Paulo, maior e mais rica cidade do país, a disputa começa muito cedo e mal.
Até o dia da abertura real das urnas, muito se vai ler e ouvir que em São Paulo se travará uma prévia da eleição presidencial de 2026. A febre Federal atacará com força contaminando e, talvez, engolindo o debate municipal.
Nesta segunda-feira, apenas três dias depois de o TSE tê-lo banido das urnas por oito anos Bolsonaro colocou o pé na capital paulista.
¨A tendência é de ficar com Ricardo Nunes¨, disse o capitão, ensaiando o apoio à reeleição do atual prefeito de São Paulo. Lula sinaliza que honrará o acordo firmado no ano passado para apoiar a candidatura municipal de Guillerme Boulos.
Reeleito, o prefeito reforçaria o projeto presidencial do governador paulista Tarsício de Freitas (Reuplicanos). Militar da reserva do exército, atuou como Ministro da Infraeestrutura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Também foi secretário da coordenação de Projetos da Secretaria Especial do Programa de Parceria de Investimentos no governo Michel Temer (MDB). Em 2011, foi indicado pela ex-presidente Dilma Roousseff (PT) para o departamento Nacional de Infreestrutura de Transportes (DNIT). Em 2014 assumiu a direção do órgão.
Bolsonaro evita antecipar sua opção pela presidência.
A eventual vitória de Boulos na cidade mais importante do país um adepto natural do quarto mandato de Lula.
