Mais de 20 anos após os assassinatos de três mulheres nos Estados Unidos, as autoridades da Flórida apontaram o brasileiro Roberto Wagner Fernandes como o autor pelos crimes, graças a exames de DNA realizados nos restos mortais das vítimas, assassinadas em 2000 e em 2001.
"A justiça nunca expira", disse nesta terça-feira, 31 ,o xerife do condado de Broward, Gregory Tony, em entrevista coletiva.
Fernandes fugiu dos EUA de volta para o Brasil após os assassinatos e morreu, posteriormente, em um acidente aéreo, em 2005. Antes disso, Fernandes foi funcionário de uma agência de viagens de Miami. Aqui no país, ele já tinha sido absolvido pelo assassinato da esposa, em 1996.
Segundo o Escritório do Xerife de Broward, o brasileiro foi acusado de ser o responsável pelas mortes de Kimberly Dietz-Livesey, Sia Demas e Jessica Good.
"Os casos chegaram às manchetes (de jornais), mas logo passaram para um segundo plano", relembrou Tony, que lidera a unidade que realizou as investigações junto com a polícia do condado vizinho de Miami-Dade.
Em junho de 2000, foi encontrado o corpo de Dietz-Livesey, dentro de uma mala, em uma estrada da localidade de Cooper City, no sul da Flórida. Em agosto do mesmo ano, o corpo de Demas foi achado em uma bolsa de lona, em outra estrada, perto de Denia Beach, e um ano mais tarde, o de Good, flutuando em Biscayne Bay, em Miami-Dade.
As investigações indicaram que os três casos apresentavam padrões similares, e a evidência de DNA obtida apontava que havia um mesmo autor para os três assassinatos. Os investigadores também informaram que as três vítimas tinham envolvimento com prostituição, o que pode mostrar um padrão do serial killer brasileiro.
Fernandes, que na época vivia em Miami, se tornou suspeito na época, mas acabou voltando para o Brasil após a descoberta do corpo de Good.
De acordo com o jornal CBS Miami, a polícia da Flórida só conseguiu autorização para exumar o corpo do suspeito no início deste ano. Ele estava sendo investigado aqui por um estupro cometido em 2003.
