Mais de dois mil livros foram incorporados ao acervo da Biblioteca Municipal Murilo Mendes, localizada na Avenida Getúlio Vargas 200 – Centro, como resultado da campanha de aniversário do equipamento urbano, promovida pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), através da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa). As publicações foram doadas por usuários e parceiros, em dezembro passado, quando a biblioteca completou 125 anos, sendo a instituição cultural mais antiga em funcionamento na cidade.
A boa adesão à campanha surpreendeu a diretora-geral da Funalfa, Giane Elisa Sales de Almeida. “A Murilo Mendes é uma instituição muito querida pelos juiz-foranos, constituindo uma referência de memória para várias gerações, que usaram e usam o espaço para pesquisas, estudos e empréstimos de publicações. Essa relação afetiva foi evidenciada na ação de aniversário, com esse número expressivo de publicações doadas, nas mais diversas áreas literárias. O sentimento é de muita alegria!”
A supervisora do espaço, Fátima Aguiar, comenta que os novos livros serão catalogados e colocados à disposição dos usuários para pesquisa e empréstimo. Parte da coleção pode ser vista nas vitrines expositivas instaladas na recepção da Murilo Mendes. “Queremos que os usuários tenham contato com as novas publicações, de modo que possam se interessar pela leitura delas. No mais, o que queremos dizer é muito obrigada pela contribuição e pelo carinho com a biblioteca municipal, que é patrimônio de toda a cidade”.
O equipamento da PJF funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. A história da Murilo Mendes teve início em 1889, quando a Câmara Municipal nomeou uma comissão de vereadores com a finalidade de criar uma Biblioteca Pública em Juiz de Fora. A inauguração oficial aconteceu em 28 de dezembro de 1897, no Palácio Barbosa Lima, atual sede do Legislativo Municipal.
Somente em 1982 a instituição recebeu o nome de Murilo Mendes, em homenagem ao poeta juiz-forano. Depois de passar por diversos endereços, ganhou sede própria, instalando-se definitivamente no complexo do Mercado Municipal, ao lado do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM).
Ao longo dos anos, a unidade constituiu um significativo acervo, com mais de 75 mil exemplares, sendo a maior parte disponível para empréstimo. A instituição também é guardiã de um acervo raro de livros, revistas e jornais, que atrai pesquisadores da cidade e de vários estados brasileiros. Entre as preciosidades da coleção mantida no Setor de Memória, está a obra “Eusebius Evangelica”, datada de 1501, sendo o item mais antigo do acervo.
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