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Quarta-feira, 27 de Maio 2026
Economia

Bancos transferem R$ 5,7 bilhões de valores esquecidos para o Fundo de Garantia de Operações do Desenrola Brasil

Apesar da destinação ao programa, o governo federal assegura que os titulares desses recursos ainda podem reivindicá-los.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Bancos transferem R$ 5,7 bilhões de valores esquecidos para o Fundo de Garantia de Operações do Desenrola Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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O governo federal, em uma medida para fortalecer o programa Desenrola Brasil, anunciou que os bancos transferiram R$ 5,7 bilhões em **valores esquecidos** do Sistema de Valores a Receber (SVR) para o **Fundo de Garantia de Operações (FGO)**. Apesar dessa destinação, a população brasileira ainda tem a oportunidade de resgatar aproximadamente R$ 4,9 bilhões que permanecem disponíveis, além de poder reivindicar os recursos já alocados ao FGO, que visa garantir renegociações de dívidas no âmbito do **Desenrola Brasil**.

Conforme informações do Ministério da Fazenda, o montante de R$ 5,7 bilhões foi especificamente direcionado ao Fundo de Garantia de Operações (FGO). Este fundo público tem a finalidade de atuar como garantia essencial para as renegociações de dívidas conduzidas pelo programa Desenrola Brasil, visando combater a inadimplência no país.

Um balanço recente, divulgado pelo Banco Central (BC), revelou que até março deste ano, o Sistema de Valores a Receber (SVR) contava com um total de R$ 10,6 bilhões. Após a movimentação parcial desses recursos para o FGO, restam agora cerca de R$ 4,9 bilhões acessíveis para saque pelos correntistas e empresas.

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Estes recursos pertencem a uma vasta base de titulares: mais de 45 milhões de pessoas físicas e aproximadamente 5 milhões de empresas que, por diversas razões, deixaram valores esquecidos no sistema financeiro nacional.

Reivindicação dos recursos transferidos

O governo federal reafirma que, mesmo após a transferência para o FGO, os valores continuam sendo passíveis de **reivindicação por seus legítimos titulares**. Para formalizar esse processo, será divulgado um edital de chamamento público, que detalhará os procedimentos para contestação e efetiva devolução dos montantes.

Uma vez publicado o edital, os cidadãos interessados terão um prazo de 30 dias para solicitar a devolução dos valores que foram direcionados ao fundo público. Se não houver qualquer contestação dentro desse período, o dinheiro será incorporado de forma definitiva ao FGO.

Para os recursos que ainda permanecem no Sistema de Valores a Receber (SVR), o Ministério da Fazenda esclarece que não há necessidade de aguardar a publicação do edital. A consulta e o pedido de ressarcimento podem ser feitos a qualquer momento.

FGO como garantia para o Desenrola

O governo destaca que a utilização desses recursos é estratégica para fortalecer o sistema financeiro e assegurar as renegociações de dívidas que serão realizadas no âmbito do programa Desenrola Brasil 2.0.

Segundo a pasta da Fazenda, o FGO desempenhará um papel crucial ao cobrir eventuais casos de inadimplência em contratos renegociados. Essa medida visa proporcionar maior segurança e confiança às instituições financeiras que aderirem ao programa.

O Banco Central (BC) também garantiu que uma parcela dos recursos foi reservada especificamente para assegurar o atendimento aos pedidos de restituição que forem feitos pelos titulares.

Como consultar os valores esquecidos

A consulta aos valores esquecidos é um serviço totalmente gratuito e deve ser realizada de forma exclusiva através do sistema oficial disponibilizado pelo Banco Central.

Para acessar o sistema, é imprescindível possuir uma conta Gov.br com nível de segurança prata ou ouro, além de ter a autenticação em duas etapas ativada. Desde fevereiro, o Banco Central tem intensificado as medidas de segurança para prevenir qualquer tipo de fraude no sistema.

O Banco Central reforça o alerta de que não envia mensagens, links ou realiza chamadas telefônicas solicitando dados pessoais para a liberação dos valores. É fundamental que os cidadãos estejam atentos a possíveis golpes.

Passo a passo para o saque

  • Acesse o portal oficial do Sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central: https://valoresareceber.bcb.gov.br/;
  • Selecione a opção “Consulte valores a receber”;
  • Insira seu CPF ou CNPJ, juntamente com a data de nascimento ou de abertura da empresa;
  • Realize o login utilizando sua conta Gov.br (nível prata ou ouro);
  • Navegue até a seção “Meus Valores a Receber”;
  • Forneça uma chave Pix válida para efetuar o recebimento do dinheiro;
  • Se não possuir uma chave Pix, contate diretamente a instituição financeira responsável para acordar a forma de devolução.

Opção de resgate automático

O Banco Central (BC) disponibiliza, ainda, uma modalidade de pedido de resgate automático para facilitar o acesso aos valores.

Por meio desta funcionalidade, valores que venham a ser identificados futuramente podem ser transferidos de forma automática para a conta do cidadão, eliminando a necessidade de um novo pedido manual.

Contudo, esta opção está restrita a pessoas físicas que possuam uma chave Pix vinculada ao CPF e uma conta Gov.br com a verificação em duas etapas devidamente ativada.

Quem pode solicitar os valores

O Sistema de Valores a Receber (SVR) centraliza uma série de recursos esquecidos tanto por pessoas físicas quanto por empresas em diversas instituições financeiras. Dentre os tipos de valores que podem ser encontrados, destacam-se:

  • Saldos remanescentes em contas bancárias encerradas;
  • Valores referentes a tarifas bancárias cobradas indevidamente;
  • Recursos provenientes de grupos de consórcio que foram encerrados;
  • Cotas de capital em cooperativas de crédito;
  • Saldos esquecidos em corretoras de investimentos;
  • Parcelas pagas indevidamente em operações de crédito.

Para casos de pessoas falecidas, herdeiros, inventariantes ou representantes legais têm o direito de solicitar esses recursos. O processo exige a apresentação da documentação comprobatória necessária e o preenchimento de um termo de responsabilidade.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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