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As pressões no câmbio e o impacto do fenômeno climático El Niño levaram o Banco Central a frear a política de juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária optou por manter a Taxa Selic em 13,75% ao ano.
A deliberação surpreendeu agentes financeiros que aguardavam uma redução de 0,25 ponto percentual. Ainda assim, parte das instituições já projetava a estabilidade da taxa.
Entre junho de 2025 e março de 2026, a taxa básica permaneceu em 15% ao ano. Desde abril, o Copom promoveu cortes seguidos, mas o cenário mudou com instabilidades externas e pressões inflacionárias.
O colegiado opera atualmente com lacunas em sua diretoria, visto que os mandatos de membros da cúpula expiraram no final de 2025 sem indicações formais de substitutos.
Dinâmica da inflação
A Selic é o principal mecanismo para conter a inflação oficial pelo IPCA. Em outubro, o índice registrou alta de 0,32%, aliviado pela retração nas tarifas de energia elétrica.
No acumulado de 12 meses, o indicador passou para 4,62%, superando o teto estipulado pelas metas oficiais monitoradas pelo IBGE.
O regime atual adota a meta contínua, onde o alvo central é de 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Cenário de crédito e atividade
Taxas menores facilitam o acesso ao crédito e incentivam o consumo, porém dificultam a contenção de preços. O Banco Central estima uma alta modesta para a economia nacional.
O boletim Focus aponta projeção de crescimento contido para o Produto Interno Bruto, refletindo a cautela da autoridade monetária frente aos riscos globais recentes.

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