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Minas Gerais

Azeite sul-mineiro ganha ouro na Itália e Epamig inaugura laticínio no Vale do Jequitinhonha

Marca Alto da Serra, extraída em Maria da Fé, é eleita um dos cinco melhores azeites da América do Sul; em Leme do Prado, nova estrutura de R$ 1 milhão impulsiona a cadeia leiteira

Talia Santana
Por Talia Santana
Azeite sul-mineiro ganha ouro na Itália e Epamig inaugura laticínio no Vale do Jequitinhonha
Alisson Moreira e família Crédito: Arquivo pessoal
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Duas importantes conquistas marcaram a pesquisa e a produção agropecuária de Minas Gerais. No mercado internacional, o azeite de oliva extravirgem Alto da Serra, produzido no município de Cristina, conquistou a medalha de ouro no prestigiado concurso Evo International Olive Oil Contest (Evo IOOC) 2026, na Itália.

Paralelamente, no ambiente interno, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) inaugurou as instalações do Laticínio e Queijaria Mata do Acauã, em Leme do Prado. Os investimentos estruturais buscam agregar valor econômico à agricultura familiar, sem gerar impactos na malha logística ou nas demandas de policiamento e fiscalização da Polícia em Juiz de Fora.

Ouro internacional para a olivicultura mineira

O azeite Alto da Serra Blend garantiu a certificação máxima em Palmi, na região da Calábria, figurando no Top 5 dos melhores azeites de toda a América do Sul. O produto é processado e extraído no Campo Experimental da Epamig em Maria da Fé, polo tecnológico da olivicultura no Sul de Minas.

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O cultivo familiar liderado pelo produtor Alisson Moreira começou a ser planejado em 2016 com suporte técnico da estatal. Os números consolidam a evolução do projeto de alta altitude:

  • Estrutura do Sítio: Área de 1,5 hectare situada a 1.500 metros de altitude, abrigando 340 oliveiras.

  • Histórico de Safra: A primeira prensa, em 2022, gerou apenas 12 litros de azeite. Em 2026, o volume saltou para 304 litros extraídos.

  • Presença no Mercado: Além da premiação internacional, cinco azeites de Minas (incluindo as marcas Mantikir Summit, L’Az, Mantikir Grappolo, Alto das Oliveiras e Aiu) avançaram como finalistas do Prêmio CNA Brasil Artesanal 2026.

Inauguração do Laticínio Mata do Acauã no Jequitinhonha

No norte do estado, a Epamig entregou o complexo de processamento de derivados lácteos no Campo Experimental de Acauã, em Leme do Prado. A estrutura integrada funciona como um laboratório vivo, cobrindo desde o plantio de forragens e nutrição do gado até a gôndola do consumidor.

Crédito: Epamig / Divulgação
Crédito: Epamig / Divulgação

A planta industrial recebeu um aporte de R$ 1 milhão, composto por emendas parlamentares e R$ 300 mil em recursos próprios da Epamig, contando ainda com financiamento da Fapemig. A infraestrutura foi equipada com maquinários modernos de processamento, incluindo tanques de fabricação de queijos, mesas de inox e estufas de maturação.

[Produção de Forragem e Pasto] ➔ [Manejo e Criação de Bovinos] ➔ [Ordenha Sanitária] ➔ [Transformação Industrial (Queijaria)]

Atualmente, o laticínio opera com foco na produção de queijo muçarela e bebida láctea fermentada, amparado por selos de inspeção municipal para comercialização local. O complexo também abriga o Empório Epamig, uma vitrine tecnológica criada para comercializar publicações técnicas e produtos gourmet mineiros.

FAQ

Qual a participação da Emater-MG e do IMA no novo laticínio de Leme do Prado? A Emater-MG atua diretamente no tripé produtivo levando a tecnologia testada na queijaria até os pequenos produtores via assistência técnica. Já o IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária) foi responsável por fiscalizar e emitir o certificado de propriedade livre de brucelose e tuberculose para o rebanho local, assegurando a segurança sanitária do leite.

Como o consumidor comum pode adquirir o azeite Alto da Serra premiado na Itália? O lote do azeite artesanal Alto da Serra é comercializado diretamente na propriedade rural do produtor em Cristina (MG), em empórios gastronômicos parceiros da região sul-mineira e por meio do perfil oficial da marca na rede social Instagram.

O que é o Queijo Acauã mencionado no projeto do Vale do Jequitinhonha? Trata-se de um projeto de pesquisa e desenvolvimento de identidade regional conduzido pela Epamig. O objetivo é criar um queijo artesanal autoral com características ligadas ao terroir do Jequitinhonha, utilizando protocolos específicos de maturação desenvolvidos na nova queijaria.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Minas

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