A história de Fernanda Silva é um exemplo de superação e de como o programa Fica Vivo!, do Governo de Minas, pode transformar vidas. A jogadora, hoje com 33 anos, conquistou uma vaga no time profissional de futsal feminino do Cruzeiro Esporte Clube, após quase desistir da carreira esportiva.
De um sonho de infância à superação
Fernanda começou a jogar futebol aos cinco anos, no bairro Palmeiras, em Belo Horizonte, influenciada pelo irmão e pela paixão familiar pelo Cruzeiro. Na adolescência, treinava com o técnico Arnaldo e chegou a participar de peneiras, mas a falta de recursos impediu a continuidade. “Passei em testes, mas minha mãe não podia pagar para eu ir aos treinos. Desisti”, relembra.
Recomeço com o programa Fica Vivo!
Foi então que o Programa Fica Vivo!, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), entrou em sua vida. Na Unidade de Prevenção à Criminalidade Jardim Felicidade, o técnico Alírio a incentivou a continuar e apostou em seu talento. “Eu queria parar, mas ele insistiu: ‘Você vai jogar!’”, conta Fernanda.
Com o apoio do programa, ela voltou aos gramados, venceu campeonatos e redescobriu sua paixão. Mesmo após um período afastada, conciliando a vida profissional com torneios amadores, Fernanda nunca perdeu o vínculo com o esporte.
O retorno aos 30 e a conquista do sonho
Aos 30 anos, ela decidiu tentar novamente. Voltou a treinar no Fica Vivo! e, em 2024, participou da peneira do Cruzeiro Futsal Feminino. Entre quase 400 inscritas, foi uma das 20 selecionadas em 2025 para integrar o elenco profissional. Hoje, ela divide o tempo entre os treinos e o trabalho, disputando o Campeonato Mineiro de Futsal Feminino.
Com o mesmo brilho nos olhos de quando começou, Fernanda sonha em ajudar o Cruzeiro a crescer no cenário nacional. “Quero que o futsal feminino inspire outros clubes. Quero jogar e deixar meu legado”, afirma.
Fica Vivo! transforma vidas e reduz violência
Assim como Fernanda, muitos jovens encontram no Fica Vivo! uma oportunidade de mudança. O programa atua em 33 Unidades de Prevenção à Criminalidade (UPCs) em Minas Gerais e, em 2025, contribuiu para a redução de 30,8% na taxa de homicídios de jovens entre 12 e 24 anos — de 545 casos em 2024 para 377 em 2025.
Em Belo Horizonte, onde estão 25 das 33 unidades, a queda foi ainda maior: 40,9%. Segundo a subsecretária de Prevenção à Criminalidade, Christiana Dornas, o trabalho é baseado em dois eixos: a intervenção estratégica com as forças de segurança e o apoio social com oficinas de cultura, esporte, lazer e capacitação profissional.
“Essas ações convidam os jovens a ocuparem o território de forma não violenta, longe da criminalidade”, explica Dornas.
Um programa que salva vidas
De acordo com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, os resultados comprovam a importância do Fica Vivo! “Histórias como a da Fernanda mostram que o programa oferece caminhos de desenvolvimento pessoal, resgata talentos e dá aos jovens uma nova perspectiva de vida digna”, afirma.
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