A Fundação Museu Mariano Procópio (Mapro) ganhou holofotes na revista “Trama - Arte, Cultura e Criatividade”, deste mês de outubro, com a publicação de um artigo da pesquisadora Priscila da Costa Pinheiro. Integrante da equipe técnica do equipamento urbano, ela assina o texto “Os Autógrafos no Museu Mariano Procópio”, no qual fala sobre documentos do acervo que possuem assinaturas ou qualquer outra escrita de importantes personalidades, os chamados “autógrafos”.
Conforme a autora, a peça que chamou sua atenção e desencadeou o interesse de aprofundar a pesquisa na área foi uma correspondência assinada por Napoleão Bonaparte, única assinatura guardada pela instituição pertencente a essa importante figura da história mundial. Ela conta que a coleção inicial de autógrafos da Mapro foi reunida pelo fundador do Museu, Alfredo Ferreira Lage, até a década de 1940, quando faleceu.
Segundo ela, trabalhar com o acervo documental do Museu Mariano Procópio, mantido pela Prefeitura de Juiz de Fora, é aprender sempre. “A cada pesquisa que realizamos para desenvolver nossas atividades, mais conhecimentos são gerados. Os maiores desafios dos museus são preservar, investigar e difundir o acervo. Então, os profissionais que atuam nesses espaços assumem esses desafios também,” analisa Priscila.
A historiadora ainda destaca os impactos positivos que um projeto deste tipo traz para a Mapro. “Tentar entender a origem do Arquivo Histórico do museu é também conhecer a origem do próprio espaço. Ao realizar uma pesquisa sobre os autógrafos, compreendemos um pouco mais a formação da instituição como um todo. Nesse sentido, a pesquisa qualifica o acervo, favorece sua preservação, auxilia o desenvolvimento dos trabalhos internos, contribui com outras pesquisas sobre o museu e favorece a comunicação das suas coleções para os diferentes públicos.”
Priscila é graduada em História e possui mestrado na mesma área pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), além de ser professora da rede municipal.
FONTE/CRÉDITOS: Imprensa PJF