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Quarta-feira, 29 de Julho 2026
Saúde

Anvisa autoriza cinco novas canetas de semaglutida para tratar diabetes

Resoluções no Diário Oficial liberam opções sintéticas como complemento ao tratamento e alertam para fraudes na internet.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Anvisa autoriza cinco novas canetas de semaglutida para tratar diabetes
© Marcello Casal jr/Agência Brasil
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a liberação de cinco novas canetas de semaglutida sintética no Brasil nesta quarta-feira (29), destinadas ao tratamento de pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não possuem controle glicêmico adequado.

Aprovadas como auxiliares na reeducação alimentar e na prática de exercícios físicos, as novas opções injetáveis são voltadas para pessoas com intolerância ou contraindicações à metformina. Os registros concedidos contemplam os seguintes medicamentos:

  • Owozy: Ávita Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda.
  • Seemasun: Sun Farmacêutica do Brasil Ltda.
  • Zempneo: Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A.
  • Semavy: Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A.
  • Orsema: Ranbaxy Farmacêutica Ltda.

Aprovações em massa e princípio ativo

As Resoluções 2.941/2026 e 2.942/2026, publicadas no Diário Oficial da União (DOU), oficializam os registros. Os produtos tomam como referência o medicamento biológico Ozempic, utilizando semaglutida sintética que simula o hormônio GLP-1 para estimular a produção de insulina e controlar a saciedade.

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Trata-se da maior aprovação simultânea de agonistas do receptor de GLP-1 pela agência reguladora. A alta de pedidos decorre do avanço na produção dessas substâncias sintéticas criadas em laboratório, que representam 68% de todas as solicitações registradas na Anvisa para diabetes e obesidade.

Alerta sobre fraudes e a Retatrutida

A Anvisa reitera que sua função limita-se à avaliação de eficácia e segurança, não realizando vendas de medicamentos. Anúncios na internet que afirmam o contrário são fraudulentos e devem ser denunciados no canal Fala.BR do governo federal.

Ademais, o órgão alertou que a substância experimental Retatrutida, desenvolvida pela Eli Lilly, ainda não possui registro no Brasil ou no exterior. O produto, em fase final de testes, vem sendo comercializado de forma clandestina e apreendido nas fronteiras como contrabando, oferecendo riscos graves à saúde.

FONTE/CRÉDITOS: Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil

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