Aguarde, carregando...

Quarta-feira, 29 de Julho 2026
Saúde

Dor crônica não diagnosticada prejudica tratamento da depressão, indica estudo

Pesquisadores de Harvard alertam que a falta de avaliação estruturada do problema pode levar a diagnósticos incorretos de depressão resistente.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Dor crônica não diagnosticada prejudica tratamento da depressão, indica estudo
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Um artigo publicado na revista Nature Mental Health nesta terça-feira (28) revela que a dor crônica não diagnosticada pode interferir diretamente no resultado do tratamento de pacientes considerados com depressão resistente a medicamentos.

Falha na medição clínica

A presença de quadros dolorosos contínuos reduz a eficácia dos antidepressivos tradicionais. Apesar disso, essa condição raramente é mensurada por questionários clínicos padrões, como o PHQ-9 e a escala de Hamilton, ficando de fora das principais diretrizes.

Segundo Nilson Mendes Neto, médico e pesquisador da Harvard Medical School e coautor do trabalho, existe uma lacuna crítica entre reconhecer informalmente a dor do paciente e mensurar esse fator de forma padronizada.

Publicidade

Leia Também:

O especialista enfatiza que a classificação atual da depressão resistente considera apenas a falha dos remédios em dose e tempo adequados. Com isso, não avalia o impacto funcional de dores corporais na permanência dos sintomas psiquiátricos.

Impactos para o SUS

No Brasil, o estudo traz implicações práticas para o Sistema Único de Saúde (SUS). A adoção de triagens simples para investigar dores na atenção primária e nos CAPS pode evitar tratamentos desnecessariamente complexos ou custosos.

Problemas como lombalgia, osteoartrite e fibromialgia costumam ser acompanhados de forma isolada no sistema público. Integrar o cuidado da saúde mental com o tratamento da dor aumenta a precisão diagnóstica sem demandar novas tecnologias.

A publicação, assinada também por Brendon Stubbs e Jessika Mendes, reforça a urgência de reavaliar os protocolos clínicos antes de concluir que uma depressão é de fato refratária.

FONTE/CRÉDITOS: Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp RCWTV
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR