A maior comunidade brasileira fora do país vive hoje nos Estados Unidos. Segundo estimativas do Itamaraty, cerca de 1,9 milhão de brasileiros residem em território norte-americano, dentro de um universo de aproximadamente 4,9 milhões de brasileiros que vivem no exterior. Em meio à política migratória norte-americana mais restritiva e ao aumento das deportações, parte dessa população começa a reavaliar planos de permanência, retorno e proteção patrimonial. Em Santa Catarina, esse comportamento já aparece nas vendas do Rioparque, bairro planejado de 400 mil m² em Tijucas, onde brasileiros que vivem nos EUA já representam 20% das vendas, com destaque para moradores da região de Boston.
A pressão migratória nos Estados Unidos ganhou força nos últimos anos. Em 2025, o número de brasileiros deportados chegou a 2.262, o maior volume registrado desde 2020, início da série histórica acompanhada pela Polícia Federal. O dado reforça o clima de incerteza entre famílias brasileiras que vivem fora do país, especialmente aquelas que mantêm vínculos econômicos, familiares e afetivos com o Brasil.
Esse movimento tem ampliado o interesse por investimentos considerados mais tangíveis, como imóveis e terrenos. Para brasileiros que vivem no exterior, a compra de um imóvel no país de origem pode cumprir diferentes funções: reserva patrimonial, investimento de longo prazo, possibilidade de retorno no futuro e forma de manter parte do patrimônio em uma região de alta valorização.
No caso do Rioparque, a procura internacional se concentra principalmente nos lotes residenciais, modelo que tem atraído compradores interessados em ativos reais, com menor complexidade de manutenção e potencial de valorização em regiões ainda em desenvolvimento. O empreendimento já comercializou 80% dos lotes unifamiliares da primeira fase e avança com uma proposta de bairro planejado aberto, com marina, parque linear de 2 quilômetros, open mall, ruas arborizadas, infraestrutura planejada e integração com os rios Tijucas e Oliveira.
Para Ricardo Laus, fundador da Novo Ambiente Urbanismo, o interesse de brasileiros que vivem fora do país mostra que o litoral catarinense passou a ser acompanhado também por investidores que observam o Brasil de longe, mas mantêm uma leitura atenta sobre oportunidades de valorização.
“O brasileiro que vive no exterior acompanha o Brasil com outro olhar. Muitos construíram patrimônio fora, mas mantêm o desejo de ter uma base segura no país de origem. A terra, especialmente quando está dentro de um projeto planejado, com infraestrutura e potencial de valorização, passa a ser vista como uma forma de proteção patrimonial e também como uma possibilidade concreta de retorno familiar no futuro”, afirma Laus.
Tijucas, localizada entre Florianópolis e Balneário Camboriú, passa a ganhar força nessa leitura. A cidade está posicionada em uma faixa estratégica do litoral norte catarinense e ainda vive uma fase anterior ao ciclo de valorização mais intenso observado em municípios vizinhos. Para investidores, esse timing pode representar uma oportunidade de entrada antes da consolidação total dos preços.
“O investidor que vive fora costuma ser muito atento ao timing. Ele olha para regiões que ainda não atingiram o auge de valorização, mas que já apresentam fundamentos consistentes: localização, infraestrutura, segurança jurídica, demanda e projeto urbano bem estruturado. É isso que tem chamado atenção no Rioparque”, complementa Laus.
Desenvolvido pela Novo Ambiente Urbanismo, o Rioparque terá uso misto, com áreas residenciais, comerciais, serviços, espaços de convivência e integração com a paisagem natural. A proposta é criar um novo eixo de desenvolvimento urbano em Tijucas, combinando moradia, natureza, mobilidade, lazer e valorização patrimonial.

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