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Terça-feira, 21 de Maio de 2024
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O COVID-19 está roubando seu tempo?

Como resgatar o tempo que estamos perdendo por conta da Pandemia de COVID-19?

Redação
Por Redação
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O COVID-19 está roubando seu tempo?
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            Olá a todos, há muito tempo escrevi um texto onde refletia sobre o tempo, seu tamanho e sobre a nossa insignificância ante ao ele. Recentemente, ouvi uma música do Biquíni Cavadão, mais precisamente a canção “Quanto Tempo Demora Um Mês”, bem como a “Tempo Perdido” da Legião Urbana. Diante desse “esticamento do tempo” tal assunto voltou a me incomodar e decidi refletir sobre o ele.

            Para começar a minha lembro-me de que o universo surge há 13,7 bilhões de anos. Nossa é muito tempo, e põe tempo nisso. Agora nosso planeta surge há 4,5 bilhões de anos atrás, ou seja, aproximadamente 9 bilhões de anos depois do surgimento do universo, aparece a Terra. Já o Homem Moderno, o Homo Sapiens forma-se por volta de 200 a 300 mil anos atrás. Reflita um pouco sobre isso antes de continuar a leitura.

Quanto tempo será que demora
Um mês pra passar?

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            Habito esse planeta há quase 46 anos, ou seja, nada, se compararmos com o total de tempo da raça humana na Terra e menos ainda quando se compara com a idade do planeta ou do universo.

            Outra constatação sobre o assunto é que, tal como eu, se você parar para pensar o nome de todos os seus tataravôs, os 16 que você possui, eu duvido que você saiba, de cor, o nome de todos eles. Em outras palavras, se seus tataravôs não foram pessoas famosas, provavelmente você nem sabe seus nomes, o que torna visível nossa finitude no tempo, mesmo dentro de nosso seio familiar.

E a saudade em mim agora
Quanto tempo será que demora
Um mês pra passar?
Ser campeão da copa do mundo
Um dia em Saturno
Pra criança que não sabe contar vai levar um tempão

 

            Toda essa reflexão é para conversar com o leitor sobre uma questão que tem incomodado muito as pessoas, ou seja, como recuperar o tempo perdido por conta do isolamento, seja da presença das pessoas, dos negócios ou mesmo do contato com o mundo da forma que estávamos acostumados. Minha resposta é: Não há como!

Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo

            Infelizmente não há como voltar atrás do tempo gasto de uma maneira que não desejamos, aquela visita aos pais idosos, a visita aos avós, a balada de quinta a sábado, o beijo não dado, o abraço não sentido, enfim, nada disso vai poder voltar, não que os beijos, abraços, visitas, bares não vão poder voltar a acontecer, mas aquele momento, também não irá se repetir. O tempo é tão cruel e tão mágico, ao mesmo tempo que não temos como estocá-lo.

            Domingo agora é dia das mães. Muitos filhos, por questões do isolamento, não vão celebrar a data como gostariam, pois há a necessidade de se preservar a saúde dela e de todos, portanto, duvido que até domingo a vida volte ao normal e é aí que reside todo meu texto.

            Não temos como resgatar esses momentos perdidos, mas se não tomarmos cuidado, também condenaremos o tempo futuro, aliás, assunto que já conversamos aqui na coluna. O futuro é edificado por nossas atitudes presentes, não pelo passado. “Enquanto o passado se faz presente, o futuro não chega”.

            Meu recado para você é que os contatos agora não podem ser feitos da maneira tradicional. Eles não podem ser feitos como eram, então, por conta disso vamos deixar de ter contato? Não, façamos diferente, não abrace, não toque, mantenha a distância, mas como vi o Mário Sérgio Cortella dizendo, outro dia, na CNN, “mãe, eu te amo, por isso não vou lhe visitar”, quando ele contava que tem falado com sua mãe, que mora próximo a sua casa, apenas por telefone, para não a expor a nenhum risco.

            Quando a vida retomar seu curso normal, e aqui reside o que penso ser fundamental, não fique perdendo tempo em lamentações sobre o que se passou, seja o negócio não feito, o abraço não dado, o beijo não sentido, não se importe com isto. Olhe para o presente e para o futuro e aproveite intensamente toda a exuberância afetiva do momento que se vivencia.

            Ficar olhando para o passado é dar valor a uma história que não vai mudar nada no seu futuro, e mais, é trazer para o presente a dor de tudo que se passou. O tempo, esse ente que não é bom nem mau, ele não escolhe você ou o outro, ele simplesmente é um dado da natureza, tal como o COVID-19.

            O tempo simplesmente passa. Foi por isso que fiz toda a introdução, dizendo que seja diante do universo ou de sua família, o tempo vai passar e continuar a passar, quer você queira ou não, momentos serão perdidos sim, aniversários não serão comemorados e nem por isso ele vai parar de passar.

Então me abraça forte

E diz mais uma vez

Que já estamos

Distantes de tudo

Temos nosso próprio tempo

Temos nosso próprio…

 

            Assim, diante de todo o dito, convido você a ocupar seu tempo de hoje com coisas boas, mantenha os contatos, dentro do possível e do melhor modo que seja viável, mas não se atenha ao que se perde, pois tudo não passa de escolhas, no final das contas. Escolha como viver o hoje e construirá um futuro melhor.

              Na saída dessa pandemia, passe a priorizar o que lhe é mais importante, priorize aquilo que você viu que mais lhe faz feliz, pois no final das contas, o que temos são escolhas.

          Escolhas que na verdade representam uma opção por um não, pois quando escolho vestir uma dada camisa, estou optando por não utilizar todas as outras camisas de meu armário; quando escolho uma pessoa para casar, estou abrindo mão de todas as outras. Enfim, quando escolho algo, desisto de muito mais do que aquilo que escolhi efetivamente.

            Assim, penso que se posso escolher, opto então por viver meus dias de maneira possível agora, para no momento pós pandemia, viver com a intensidade que estará aberta. Hoje, tenho dado minhas aulas on-line, da melhor maneira possível, não vejo a hora de voltar para a sala de aula, mas voltarei com toda a gana que me cabe. Mas, quando estou com meus alunos no ambiente on-line, faço de tudo para que eles sintam a minha energia, mesmo via tela fria de um computador.

           Então, convido você a fazer o mesmo, aplique intensidade a tudo que pode agora, da maneira que cabe. Quando acabar essa pandemia, viva os novos momentos sem lamentar o passado, pois o que passou, tornou-se passado.

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