Na última quinta-feira, 10, a Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) e a Casa da Mulher participaram de uma roda de conversa com servidores da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Bairro Furtado de Menezes, abordando o atendimento a mulheres que sofreram violência de gênero. O encontro também contou com a participação da Unidade de Prevenção à Criminalidade Olavo Costa e da Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica (PPVD).
A ação integra a campanha “Março, Mais Mulher, Mais Democracia”. Coordenada pela SEDH, a iniciativa faz parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher, celebrado na última terça-feira, 8, com atividades temáticas que seguirão até o dia 31 deste mês. Confira a programação completa. Outras informações no hotsite.
Durante a roda de conversa, a coordenadora da Casa da Mulher, Fernanda Moura, e a coordenadora de política para mulheres da SEDH, Wanessa Barbosa, abordaram os ciclos da violência, os canais de denúncia e a condução pós-atendimento da vítima. “O objetivo do encontro foi estreitar relações com a rede de atendimento, fortalecer parcerias e divulgar os serviços que a Casa da Mulher oferece”, detalhou Fernanda.
“Rodas de conversa como esta divulgam as políticas para mulheres em nosso município e proporcionam um intercâmbio de experiências com a equipe local, ajudando a fortalecer nossas ações e seus impactos no território”, comentou Wanessa.
Segundo a coordenadora da UBS, Ana Márcia, “é muito importante quando a equipe passa por formações como esta, pois estamos o tempo todo na linha de frente, em contato com a população. Assim, podemos trabalhar de forma mais consciente com as pacientes, alertando sobre relacionamentos abusivos e oferecendo auxílio para que elas busquem ajuda e quebrem esse ciclo”.
Casa da Mulher
Vinculada à SEDH, a Casa da Mulher Maria da Conceição Lammoglia Jabour é um centro municipal de atendimento humanizado, especializado em casos de mulheres em situação de violência doméstica. O espaço é referência na área, oferecendo atendimento psicológico e jurídico às vítimas de violência sexual, física e psicológica, seja ela esporádica ou recorrente, além de contar com um “Ponto de Acolhimento da Saúde para Mulheres Lésbicas, Bissexuais e Trans (LBT)”.
A instituição também coordena políticas para mulheres, elabora e implementa campanhas educativas e não discriminatórias, contribuindo para eliminar preconceitos, atitudes e padrões de comportamento social que perpetuam a violência contra o gênero. O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h, na Avenida Garibaldi Campinhos 169, no bairro Vitorino Braga, antiga sede da Defesa Civil.
