Nessa última terça-feira, 17, foi comemorado o Dia Internacional Contra a LGBTfobia. Para celebrar a data, a Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) distribuiu folders temáticos no Calçadão da Rua Halfeld, no Centro. A iniciativa teve como objetivo esclarecer sobre os direitos desta parcela da população, assim como divulgar os avanços desta pauta na atual gestão da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF).
Segundo a coordenadora de políticas para a população LGBT da SEDH, Luiza Travassos, o diálogo permanente com a sociedade possibilita avanços na área, enquanto ações educativas são fundamentais para combater a violência. "Hoje somos o país que mais mata LGBTs no mundo. Precisamos conversar sobre os porquês disso. Ações da PJF, como a criação do Plano Municipal de Promoção e Defesa dos Direitos da População LGBTQIA+, mostram que todos podem contribuir no combate à LGBTfobia. Ninguém nasce preconceituoso, a sociedade nos ensina a ser assim. Temos que respeitar todos”.
Geórgia Luiza de Oliveira, mulher trans, servidora da SEDH na Casa da Mulher, reforçou a importância de outra ação da gestão, o decreto nº 14.291/21, que considera como nome social a designação pela qual travestis, mulheres transexuais e homens trans se reconhecem, sem relação necessária com o sexo atribuído no nascimento. “Trata-se de uma conquista única, que nos tira da invisibilidade, pois aceita a pessoa como trans. Apesar disso, ainda é preciso muita luta, resistência e resiliência”, ressaltou.
“Muitos têm preconceito por não conhecer a causa. Ações assim ainda são raras, mas a Prefeitura tem agido para ampliar o leque de informações nesta área. Além disso, quanto maior a conscientização, maior o poder do público LGBTQIA+ para se defender de ataques. Espero que a sociedade se torne mais aberta, porque não queremos ver quem a gente ama sofrer”, relatou Amanda Capute, uma das cidadãs que recebeu o material educativo da SEDH.
Origens da data
O dia 17 de maio foi adotado pela militância LGBTQIA+ como o Dia Internacional Contra a LGBTfobia pois foi nesta data que a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade do Código Internacional de Doenças (CID), em 1990.
