Na tarde deste domingo, 28, a Secretaria de Assistência Social (SAS) da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) realizou uma live sobre o combate à violência contra a mulher com deficiência. Transmitida pelo canal da PJF no YouTube, o encontro virtual contou com mediação da coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) Norte, Luciana Horta.
A iniciativa fez parte da campanha “Nossas vidas importam - 21 dias de ativismo pelo fim das violações de Direitos Humanos das mulheres”. Articulada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), em parceria com as demais secretarias da PJF, a ação tem como objetivo sensibilizar a sociedade para prevenir agressões à mulher. A programação completa da campanha está disponível aqui.
Para a jornalista e consultora em acessibilidade e direitos, Thais Altomar, é necessário ação. “Precisamos falar sobre isso, mas, acima de tudo, agir. Ainda há uma dificuldade de se entender a dupla vulnerabilidade da mulher com deficiência. E muitas vezes até mais do que isso, como no caso das mulheres negras, que ainda sofrem discriminação enquanto negras, mulheres e pessoas com deficiência”.
Já a coordenadora da Casa da Mulher, Fernanda Moura, detalhou os procedimentos de proteção a mulheres vítimas de agressões na cidade, além do cuidado da equipe de acolhimento. "As atendidas são recebidas por um grupo multidisciplinar. Na sequência, elas são ouvidas e orientadas por uma psicóloga e outras servidoras. Trata-se de um acolhimento sem julgamentos, o que é muito importante, pois muitas chegam envergonhadas e carregando sentimento de culpa”.
Segundo Fernanda, os tipos de violência mais comuns nos atendimentos são a psicológica, a moral, a física, a patrimonial e a sexual, sendo os maridos e ex-companheiros os principais agressores.
“Além do acolhimento inicial, a Casa da Mulher oferece também o Auxílio-Moradia, após a análise de critérios como renda e a comprovação de que a vítima não tem apoio de uma rede familiar. Contamos ainda com oficinas profissionalizantes, para que elas tenham autonomia financeira, e inauguramos, nos últimos dias, um ponto de acolhimento da saúde para mulheres Lésbicas, Bissexuais e Trans (LBT)”, relembrou.
Outras informações:
180 - Para denúncias de violência doméstica e familiar contra a mulher
(32) 3690-7331 ou [email protected] - Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH)
FONTE/CRÉDITOS: Imprensa PJF