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Risco geológico persiste no Vitorino Braga e moradores cobram intervenção definitiva após novo colapso de barreira

Mesmo após aporte público milionário finalizado há dois anos, terreno particular segue entulhado de terra e escombros, impedindo regresso de moradores antes do novo período de chuvas

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Risco geológico persiste no Vitorino Braga e moradores cobram intervenção definitiva após novo colapso de barreira
G1.com
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A apreensão voltou a ditar a rotina de quem reside no limite entre as ruas Rosa Sffeir e Vitorino Braga, na Zona Leste de Juiz de Fora. Mais de meio ano após a encosta voltar a ceder, em 23/02/26, os desdobramentos da tragédia permanecem visíveis: lama acumulada, destroços de alvenaria e um veículo ainda debaixo da terra, mantendo moradores afastados de seus lares e temerosos diante da proximidade dos temporais típicos da primavera e do verão.

O histórico de instabilidade do maciço é antigo. O trecho sofreu abalos graves no início de 2022, demandando ações emergenciais e a demolição de imóveis com risco estrutural. Para sanar o problema, o município aplicou R$ 5,3 milhões na estabilização do talude por meio de concreto armado, solo grampeado e canais de escoamento pluvial, entregando o espaço em meados de 2024 sob a garantia de recomposição da segurança local. No entanto, as fortes pancadas de água no início deste ano provocaram nova ruptura logo abaixo da estrutura construída.

Consequências diretas e indefinição sobre reparos

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O novo episódio trouxe desdobramentos críticos para a vizinhança:

Danificação estrutural: a massa de terra arrastou parte da canaleta de vazão e atingiu o imóvel da família Cândido, danificando paredes e estruturas do lote onde o morador mais idoso residiu por mais de seis décadas.

Incerteza habitacional: sem poder regressar aos imóveis próprios por segurança e inelegíveis a determinados subsídios habitacionais da União devido ao valor patrimonial avaliado, os atingidos precisam arcar com locação temporária em outra região da cidade.

Manifestação do poder público: a administração municipal reconheceu a necessidade de intervenções complementares para restabelecer a capacidade de vazão do sistema pluvial prejudicado no temporal de fevereiro, sem estipular, contudo, data para início dos canteiros ou conclusão dos serviços. O Executivo pontua que disponibilizou mecanismos de suporte socioeconômico, tais como o Auxílio Reconstrução e abatimento de tributos e tarifas públicas aos desalojados.

Posicionamento da PJF:

A administração municipal declarou oficialmente que a estrutura da contenção principal entregue em 2024 não foi comprometida, admitindo a ocorrência de deslizamento em trecho logo abaixo e informando que prevê obras complementares para recuperar o sistema de drenagem da área, além de ter disponibilizado acesso a benefícios e isenções tributárias às famílias afetadas.

FONTE/CRÉDITOS: PMJF

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