A Defesa Civil do estado de São Paulo emitiu um alerta para o elevado risco de **queimadas** e incêndios no **interior paulista**, abrangendo as regiões central, oeste e leste, entre os dias 19 e 21 de junho. Esta medida preventiva surge em um contexto de **estresse hídrico** persistente, com a área a partir de Piracicaba sob aviso e a região norte, entre Barretos e Araçatuba, enfrentando risco extremo no dia 21. A situação é agravada pela seca moderada ou leve que afeta a região desde fevereiro de 2024, conforme dados do Monitor das Secas da Agência Nacional de Águas (ANA).
Embora o estado de São Paulo historicamente registre um número relativamente baixo de focos de incêndio e queimadas, o cenário atual inspira cautela. A persistência da seca, que se estende desde o início do ano, cria condições propícias para a propagação rápida do fogo.
Histórico e prevenção de incêndios
O ano de 2024 marcou um período crítico, com a região norte paulista registrando extensas **queimadas** em áreas de lavouras de cana-de-açúcar. Naquela ocasião, o fenômeno El Niño já estava presente, embora com uma intensidade menor do que a prevista para o ano corrente. Em 2023, incêndios atingiram parques estaduais e Áreas de Proteção Ambiental (APAs), mas um plano de prevenção e combate a incêndios florestais bem estruturado foi crucial para mitigar impactos mais severos.
Desafios no abastecimento de água
Além do risco de fogo, a questão do abastecimento urbano permanece uma preocupação central. Nos últimos dez anos, diversas cidades do **interior paulista** têm enfrentado sérias dificuldades durante os períodos de estiagem, o que frequentemente resulta na implementação de rodízios e na necessidade de buscar fontes de captação alternativa. Municípios como Itu, Bauru, Campinas e Ribeirão Preto já vivenciaram longos períodos de **estresse hídrico** em seus sistemas de saneamento.
Até mesmo a região metropolitana da capital tem sentido os efeitos dessa escassez, com relatos de torneiras secas durante as madrugadas por meses consecutivos. Para contornar a situação, a capital paulista tem ampliado sua captação de água, buscando recursos cada vez mais distantes, como na bacia do Rio Paraíba do Sul, uma medida que se intensificou desde janeiro deste ano.

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