O Distrito Federal e 15 estados brasileiros registraram um novo recorde no rendimento médio mensal do trabalhador durante o primeiro trimestre deste ano. Esse desempenho, que espelha a média nacional, atingiu o valor mais alto desde o início da série histórica em 2012, somando R$ 3.722.
As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
O levantamento abrange o comportamento do mercado de trabalho para indivíduos com 14 anos ou mais, considerando todas as modalidades de ocupação, incluindo trabalho com e sem carteira assinada, temporário e por conta própria.
No Distrito Federal, o rendimento médio alcançou R$ 6.720, representando um aumento de 81% em relação à média nacional, conforme dados preliminares divulgados em 30 de abril.
Este valor no DF é o triplo do registrado no Maranhão, que, apesar de ser recorde estadual com R$ 2.240, figura como o menor rendimento do país.
O elevado rendimento no Distrito Federal é atribuído à expressiva presença de servidores públicos na capital, cujas remunerações superam as da iniciativa privada.
Unidades da Federação com recorde de rendimento do trabalhador:
- Distrito Federal: R$ 6.720
- Santa Catarina: R$ 4.298
- Paraná: R$ 4.180
- Rio Grande do Sul: R$ 4.127
- Goiás: R$ 3.878
- Mato Grosso do Sul: R$ 3.768
- Espírito Santo: R$ 3.708
- Minas Gerais: R$ 3.448
- Amapá: R$ 3.412
- Sergipe: R$ 3.031
- Rio Grande do Norte: R$ 2.953
- Paraíba: R$ 2.806
- Piauí: R$ 2.628
- Ceará: R$ 2.597
- Bahia: R$ 2.483
- Maranhão: R$ 2.240
A pesquisa também detalha que três das cinco grandes regiões do Brasil alcançaram recordes de rendimento médio mensal no mesmo período:
- Centro-Oeste: R$ 4.379 (recorde)
- Sul: R$ 4.193 (recorde)
- Sudeste: R$ 4.125
- Norte: R$ 2.849
- Nordeste: R$ 2.616 (recorde)
Desocupação atinge menor índice da série histórica
No primeiro trimestre de 2024, a taxa de desocupação nacional, comumente conhecida como taxa de desemprego, situou-se em 6,1%, o menor índice para o período em toda a série histórica iniciada pelo IBGE. Pela definição do instituto, considera-se desocupada apenas a pessoa que buscou ativamente por uma vaga nos 30 dias que antecederam a pesquisa.
O levantamento, que envolveu a visita a 211 mil domicílios em todo o território nacional, indica que 12 estados apresentaram taxas de desocupação inferiores à média brasileira. Santa Catarina se destacou, sendo o único estado a registrar um índice abaixo de 3%.
Taxas de desocupação por Unidade da Federação no primeiro trimestre:
- Amapá: 10%
- Bahia: 9,2%
- Alagoas: 9,2%
- Pernambuco: 9,2%
- Piauí: 8,9%
- Sergipe: 8,6%
- Amazonas: 8,3%
- Acre: 8,2%
- Rio Grande do Norte: 7,6%
- Rio de Janeiro: 7,3%
- Ceará: 7,3%
- Distrito Federal: 7,1%
- Paraíba: 7%
- Pará: 7%
- Maranhão: 6,9%
- Brasil: 6,1%
- São Paulo: 6%
- Roraima: 5,7%
- Tocantins: 5,6%
- Goiás: 5,1%
- Minas Gerais: 5%
- Rio Grande do Sul: 4%
- Mato Grosso do Sul: 3,8%
- Rondônia: 3,7%
- Paraná: 3,5%
- Espírito Santo: 3,2%
- Mato Grosso: 3,1%
- Santa Catarina: 2,7%
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