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Segunda-feira, 04 de Maio 2026
Juiz de Fora

Racismo estrutural no ambiente de trabalho” é tema de roda de conversa na Prefeitura

“a oferta de empregos, até bem pouco tempo, restringia os cargos aos brancos, ao informar que não aceitavam candidatos de cor.”

Geraldo Gomes
Por Geraldo Gomes
Racismo estrutural no ambiente de trabalho” é tema de roda de conversa na Prefeitura
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Racismo estrutural no ambiente de trabalho” foi o tema abordado pela doutoranda e mestra em história pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Dalila Varela Singulane, em roda de conversa para funcionários e bolsistas da Secretaria de Turismo (Setur) da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), no Anfiteatro João Carriço. De acordo com ela, a partir do século XVI, o racismo estrutural serviu como forma de desenvolvimento da economia, por meio do uso de mão de obra escravizada, quando os europeus passaram a dominar mais a navegação e chegaram à África. “A acumulação de bens e, consequentemente, o capitalismo foram conseguidos pelo uso da mão de obra escravizada”, explicou.

Segundo Dalila, mesmo no século XIX, já utilizando base científica, a escravização continuou em curso pelas teorias que viabilizaram a hierarquização pela raça, o que propiciou o surgimento, inclusive, do nazifascismo. Ela lembrou que, na ausência de universidades no Brasil, a elite cursava na Universidade de Coimbra, em Portugal, que sempre procurou justificar o colonialismo. Desta forma, explicou ela, houve a continuidade do processo de utilização da mão de obra escravizada. Dalila explicou que as teorias científicas da época apontavam que uma sociedade de mestiços, negros e indígenas seria fadada ao fracasso e ao não desenvolvimento.

Depois do processo de abolição da escravatura no Brasil, não houve esforço algum para a inserção dos escravizados na sociedade, explicou. Inicialmente, as políticas públicas para atender a população negra vieram com o intuito de “embranquecer” a sociedade. Tanto isso é verdade, argumentou, que houve um grande incentivo para o país receber italianos, portugueses e germânicos, que receberam terras e, até mesmo, tiveram sua vinda para o Brasil custeadas pelo Estado.

Ainda dentro da chamada base científica da época, havia um livro que dizia que, até 2012, o Brasil teria 80% de brancos, 3% de pardos e indígenas, e a população negra deixaria de existir. Ela afirmou que a sociedade brasileira é estruturalmente racista e citou como exemplo o fato de os negros e as negras ocuparem pouquíssimos espaços de poder no âmbito dos governos federal, estaduais e municipais. Apesar de a qualificação e o nível de escolaridade da população negra terem aumentado, a oferta de empregos, até bem pouco tempo, restringia os cargos aos brancos, ao informar que não aceitavam candidatos de cor.

O evento foi organizado pelos funcionários Lídia Queiroga, Lucas Rosa e Fernanda Pires, todos negros, e que ocupam cargos de assessoria na Secretaria de Turismo da PJF. Todos fizeram intervenções relatando as dificuldades que enfrentaram ao longo da vida, nos estudos e profissionalmente, por causa do racismo e do preconceito. O secretário de Turismo, Marcelo do Carmo, elogiou a iniciativa e falou da necessidade de se fazer rodas de conversa sobre esses temas periodicamente.

 

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Geraldo Gomes

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Geraldo Gomes

Fundador, diretor e presidente do Portal de notícias RCWTV. Trabalhou na TVE, TV pública de Juiz de Fora, como diretor de imagem, e depois empreendeu no ramo de eventos evangélicos com a empresa Gospel Videos. Mais tarde fundou a RCWTV, inicialmente...

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