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Quarta-feira, 27 de Maio 2026
Juiz de Fora

Projeto trabalha memória e pertencimento como instrumentos de resistência

A ideia é provocar atravessamentos entre o corpo e a cidade e refletir sobre a experiência urbana a partir de uma perspectiva afetiva

Geraldo Gomes
Por Geraldo Gomes
Projeto trabalha memória e pertencimento como instrumentos de resistência
PJF
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O projeto “Cartografias Afetivas” propõe a realização de experiências coletivas em periferias urbanas de Juiz de Fora e atua nos cruzamentos entre artes visuais, urbanismo, arquitetura e educação. Com financiamento do Programa Cultural Murilo Mendes, gerenciado pela Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), a iniciativa estreia tendo como público-alvo estudantes do nono ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Dante Jaime Brochado, no bairro Santo Antônio. A região é considerada de grande importância para a memória local, desde o antigo "Morro da Boiada", parte ancestral de nossa história e onde ocorreram as primeiras ocupações urbanas da cidade no final dos anos 1850.
Nesta quarta-feira, 8, os alunos começaram a receber cadernos que abordam o direito à cidade, à história, à memória, à coletividade, à participação e à autonomia. Ao todo, serão distribuídos cinco cadernos – apresentação, mapeamento, deriva, criação e análise -, com intervalos de 15 dias. Cada conteúdo direciona os adolescentes para uma ação observativa, analítica e/ou criativa. “Adotamos a ideia dos cadernos impressos e de construir um site para que a metodologia não seja muito diferente da que eles já estão acostumados a ver na escola regular e para que o maior número possível de alunos tenha interesse em participar”, explica Tata Rocha, uma das realizadoras do projeto. Ela acrescenta que o material também é disponibilizado em PDF e exalta a colaboração da direção e dos profissionais da escola escolhida como piloto.
Tata explica que a ideia é provocar atravessamentos entre o corpo e a cidade e refletir sobre a experiência urbana a partir de uma perspectiva afetiva. Os participantes são incentivados a mapear manifestações culturais, lugares, sentimentos e situações importantes para a região em que vivem, transitando por linguagens criativas, como mapas, fotos, desenhos, colagens e textos.
“Queremos usar a memória e o pertencimento como instrumentos de resistência. As atividades propostas vão guiar a criação de uma instalação artística, que será realizada na própria escola, e um livro de fotografia com registros de todo este processo”, revela Tata. O livro será distribuído para a escola, participantes, equipe, bibliotecas públicas da cidade e também disponibilizado para download gratuito no site cartografiasafetivas.cargo.site. Todo o processo criativo pode ser acompanhado pelo Instagram @cartografias.afetivas.

Além de Tata Rocha, integram a equipe do projeto Daniela Zorzal, Jasminne Giovaninni e Mariana Rebelatto.

FONTE/CRÉDITOS: PJF
Geraldo Gomes

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Geraldo Gomes

Fundador, diretor e presidente do Portal de notícias RCWTV. Trabalhou na TVE, TV pública de Juiz de Fora, como diretor de imagem, e depois empreendeu no ramo de eventos evangélicos com a empresa Gospel Videos. Mais tarde fundou a RCWTV, inicialmente...

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