A cadeia produtiva do queijo Minas Frescal na Zona da Mata passará por um diagnóstico técnico detalhado. A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) iniciou um projeto de fortalecimento do Arranjo Produtivo Local (APL) Queijo Minas do Caminho Novo em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig/ILCT) e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). A iniciativa conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).
O projeto prevê a realização de análises em 11 agroindústrias localizadas em Juiz de Fora, Chácara e Matias Barbosa. Até o momento, sete unidades já receberam visitas técnicas. As equipes de pesquisadores coletam amostras de leite, água e queijo para análises físico-químicas e microbiológicas. O objetivo é avaliar a qualidade da matéria-prima e as condições higiênico-sanitárias ao longo das etapas de produção.
Durante as visitas, também são realizados testes de superfície em equipamentos, formas, mesas de processamento e nas mãos dos manipuladores. O monitoramento inclui ainda a verificação da qualidade do ar nos ambientes de fabricação e nas câmaras frias, com foco na identificação de fungos e leveduras. A proposta é mapear possíveis fontes de contaminação e entender como fatores como manejo dos animais, ordenha e rotinas de higienização impactam o produto final.
Além das coletas laboratoriais, os produtores respondem a questionários sobre volume de produção e técnicas de fabricação. A análise conjunta desses dados com parâmetros como textura, cor e peso dos queijos deverá permitir a construção de um perfil produtivo do APL Caminho Novo.
O Queijo Minas do Caminho Novo foi reconhecido oficialmente em 2023 como produto representativo da região. A iniciativa busca ampliar o acesso dos produtores a análises técnicas especializadas e consolidar padrões de qualidade. A expectativa é que o diagnóstico contribua para fortalecer a competitividade do queijo produzido na região e ampliar as oportunidades de mercado para as agroindústrias locais.
Ao fim do projeto, cada agroindústria receberá um laudo técnico individualizado e confidencial, com orientações para eventuais ajustes nos processos produtivos. Os participantes também poderão integrar treinamentos teóricos e práticos nas instalações da Epamig/ILCT, instituição de referência no setor de laticínios desde 1935.
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