A Agência de Proteção e Defesa do Consumidor de Juiz de Fora (Procon/JF) adotou uma medida drástica para frear o superendividamento de idosos na cidade. Em decisão cautelar divulgada nesta sexta-feira (12), o órgão determinou a suspensão imediata de todas as operações de crédito da empresa Capital Consig.
A ordem, de caráter urgente e preventivo, proíbe a financeira de realizar novas contratações, liberar crédito ou efetuar descontos em folha de pagamento e benefícios de clientes no município. A ação é uma resposta a um padrão sistêmico de irregularidades detectado pelo órgão fiscalizador.
O "golpe" do cartão consignado
A decisão foi embasada em uma investigação administrativa detalhada que analisou 13 casos concretos. A apuração revelou que a empresa mirava um público classificado como "hipervulnerável": idosos, aposentados e pensionistas do INSS.
Segundo o Procon/JF, as infrações ao Código de Defesa do Consumidor (CDC) eram graves e reiteradas. O modus operandi envolvia principalmente:
-
Venda Casada: A liberação de dinheiro era condicionada à contratação de um cartão de crédito, que muitas vezes o cliente nem chegava a receber ou utilizar.
-
Oferta Enganosa: Os contratos de cartão de crédito consignado eram "maquiados" e vendidos como se fossem empréstimos comuns, induzindo o consumidor ao erro e gerando dívidas impagáveis.
-
Falta de Transparência: Violação do dever de informar claramente as taxas e condições.
"Freio de emergência"
Para Taináh Marrazzo, superintendente do Procon/JF, a intervenção foi necessária para evitar que mais famílias tivessem sua renda básica comprometida.
“Esta decisão cautelar representa um freio de emergência para proteger o mínimo existencial de nossa população mais vulnerável... Em nosso município, a exploração do consumidor será combatida com determinação”, afirmou a superintendente.
Multa e condições para retorno
Caso a Capital Consig descumpra a determinação, será aplicada uma multa de R$ 1.000,00 por cada consignação realizada indevidamente, sem prejuízo de outras sanções legais.
Para que a empresa possa voltar a operar em Juiz de Fora, o Procon exigiu mudanças estruturais. A financeira terá que comprovar a implementação de mecanismos auditáveis que garantam o consentimento livre e informado dos clientes, além de reescrever cláusulas contratuais para torná-las claras e disponibilizar canais de atendimento eficientes.
Na RCWTV, você acompanha informação produzida com responsabilidade, credibilidade e olhar local.
Fique por dentro dos principais acontecimentos de Juiz de Fora, de Minas Gerais e do Brasil.
Acesse rcwtv.com.br e entre no nosso grupo de WhatsApp para receber atualizações diretamente no seu celular.
#rcwtv, #noticiasdejuizdefora, #jf, #juizdefora, #noticiasemjuizdefora, #minasgerais
Os comentários nas postagens e os conteúdos dos colunistas não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é exclusiva dos autores das mensagens. A RCWTV reserva-se o direito de excluir comentários que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da RCWTV levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se