Uma operação policial realizada nesta quarta-feira (2) resultou na prisão em flagrante de doze pessoas suspeitas de integrar um esquema de falsas oportunidades de trabalho como modelo no bairro São Mateus, em Juiz de Fora. A ação desarticulou uma rede criminosa especializada em estelionato que utilizava promessas de inserção no mercado publicitário para atrair e extorquir cidadãos.
Como funcionava o esquema de falsas vagas
De acordo com os registros da ocorrência policial, o aliciamento começava de forma digital. Os suspeitos utilizavam as redes sociais para atrair interessados, oferecendo contratos vantajosos para campanhas de marcas conhecidas, com promessas de cachês que podiam chegar até R$ 9 mil.
As vítimas eram convidadas a comparecer a salas comerciais para uma suposta seletiva presencial. Após receberem avaliações positivas forçadas, os alvos eram informados sobre a necessidade de arcar com custos de produção ou assessoria de imagem. Os valores cobrados variavam entre R$ 4,2 mil e R$ 9 mil.
Investigação revela prejuízos e práticas abusivas
Até o momento, as autoridades policiais identificaram dezoito possíveis vítimas da organização criminosa. Destas, cinco teriam efetuado os pagamentos exigidos pelos golpistas. Apenas quatro transações realizadas em máquinas de cartão somaram um prejuízo de R$ 17,3 mil.
A investigação também apontou táticas agressivas por parte dos suspeitos:
- Pressão psicológica intensa para forçar o pagamento imediato dos valores;
- Acesso não autorizado a aplicativos bancários instalados nos celulares das vítimas;
- Cobrança de taxas sob justificativas falsas de serviços obrigatórios;
- Promessas infundadas de rápida ascensão na carreira artística.
Desdobramentos judiciais e próximos passos
Durante a verificação dos antecedentes dos suspeitos detidos, a polícia descobriu que dois deles possuíam mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça de Santa Catarina, também sob suspeita de crimes de estelionato.
Todo o material apreendido foi encaminhado para análise, e o caso seguirá sob rigorosa investigação da Polícia Civil, que busca identificar se há ramificações da quadrilha em outras cidades do estado e recuperar os valores perdidos pelas vítimas.

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