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Minas Gerais

Fim da taxa das blusinhas prejudica a indústria brasileira, alerta FIEMG

Entidade mineira afirma que a alíquota zero para produtos importados afeta empregos, investimentos e a concorrência leal no comércio.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Fim da taxa das blusinhas prejudica a indústria brasileira, alerta FIEMG
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A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) alertou que o fim da tributação sobre remessas internacionais de baixo valor, conhecida como taxa das blusinhas, representa um duro golpe contra a competitividade do setor produtivo no Brasil. Segundo a entidade, a isenção beneficia plataformas estrangeiras de e-commerce e prejudica a produção nacional, colocando em risco empregos e investimentos do país.

A medida tributária havia sido instituída pelo governo federal em 2024 com o propósito de corrigir distorções no comércio eletrônico internacional. Na ocasião, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a cobrança para equilibrar as condições de disputa entre as empresas nacionais e as grandes plataformas do exterior.

Desequilíbrio concorrencial e custos no Brasil

Com o fim da alíquota, a FIEMG avalia que a vantagem dos produtos importados foi ampliada de forma artificial. Enquanto fornecedores estrangeiros vendem sem tributos, as indústrias instaladas em solo brasileiro continuam sobrecarregadas por uma pesada estrutura de custos tributários, trabalhistas e regulatórios.

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A entidade também criticou a proposta de realizar avaliações semestrais sobre os impactos da medida. Para a federação, seis meses é um período longo demais no comércio digital, no qual produtos chegam em grande escala continuamente, podendo causar perdas irreparáveis de mercado, fechamento de vagas e adiamento de investimentos.

Impacto direto no setor produtivo

A coordenadora da Gerência de Economia da FIEMG, Juliana Gagliardi, ressaltou que a isonomia de regras é indispensável para o desenvolvimento econômico. "Quando existem diferenças nas regras aplicadas a fornecedores estrangeiros e às empresas que produzem no Brasil, há impactos sobre investimentos, empregos e sobre a capacidade da indústria de gerar valor", afirmou a especialista.

Por fim, a federação reforçou que a cobrança sobre pequenas encomendas não deve ser vista como uma barreira comercial, mas sim como um mecanismo de equilíbrio. A entidade defende que a política tributária brasileira garanta condições justas e preserve a competitividade do mercado interno no longo prazo.

FONTE/CRÉDITOS: SINDIJORI MG

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