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Cultura e Entretenimento

Prefeitura e Sistema Prisional levam acautelados para conhecer Fórum da Cultura

A visita faz parte da premiação aos autores dos melhores trabalhos apresentados em comemoração ao aniversário da cidade.

Geraldo Gomes
Por Geraldo Gomes
Prefeitura e Sistema Prisional levam acautelados para conhecer Fórum da Cultura
PJF
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Na tarde desta quarta-feira, 1º, acautelados da Penitenciária I - José Edson Cavalieri (PJEC) conheceram de perto as histórias do casarão que abriga o Fórum da Cultura, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), na Rua Santo Antônio, 1112, no Centro. A visita faz parte da premiação aos autores dos melhores trabalhos apresentados em comemoração ao aniversário da cidade. A produção artística dos internos foi exposta em sala nobre do Fórum, dando visibilidade às criações e nova dimensão ao processo de ressocialização de pessoas privadas de liberdade. Os visitantes ainda assistiram a uma apresentação do Coro da UFJF. A ação é fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Juiz de Fora e o sistema prisional.

Em comemoração aos 172 anos de Juiz de Fora, foi desenvolvido junto aos indivíduos privados de liberdade (IPLs) da unidade processo de apresentação da cidade, sua história, espaços públicos, cultura, curiosidades, pioneirismos. A atividade contou com servidores da Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania (Sesuc) e de profissionais da Escola que funciona na PJEC, numa proposta de despertar as memórias sobre o lugar de onde vieram e para onde voltarão em breve.  

Como expressão das oficinas, no último dia 30, foram apresentadas as obras produzidas. Desenhos a mão livre retratam áreas da cidade como o chafariz do Parque Halfeld, o coreto do Parque da Lajinha, a Praça da Estação, o Museu Mariano Procópio e o Cristo Redentor. Autor de um dos desenhos premiados, Wanderson, descreveu a criação como uma volta no tempo em que era criança. “Eu desenhei o relógio da estação, porque sempre foi uma referência pra mim, de quando eu vinha do Olavo Costa ao Centro com minha mãe e ele chamava a minha atenção. Até hoje eu gosto muito de relógios. Deve ser por isso”, enfatizou.

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O Eliebert fez uma letra de Rap, em que destaques da cidade são apresentados em um roteiro turístico cantado com orgulho. “A cidade é muito linda, não é lero-lero. A noite já foi iluminada pela Usina de Marmelo. Se puder morar no Centro, um sorriso se arreganha. Tu desce o Calçadão, vê o Teatro Central e chega ao Espaço Mascarenhas. Pega a visão. Pode vim comigo. Na Avenida Brasil tem a feira de domingo (...) Tu já viu a Praça CEU, a Zona Norte agradece. Não se esqueça de visitar o campus da UFJF. A onça no Jardim Botânico, dela ninguém se esquece. Do mirante do São Bernardo, você vê minha linda JF”, exalta trecho da música.

A feira da Avenida Brasil constou em diversas produções como um referencial de espaço genuíno de convivência do juiz-forano. “A gente tinha que escolher um lugar para falar”, apontou Diego, que representava um grupo de internos que produziu miniaturas das barracas da feira livre, com suas frutas, pastel e caldo de cana e até as chamadas “muambas”, com uma infinidade de artigos e miudezas de segunda mão. “A feira tem muita tradição, um lugar que todo mundo vai. Tem dia que nem dá pra andar de tanta gente. E, lá tem de tudo, mas a gente não fica sem tomar o caldo de cana com pastel”, afirmou, resgatando suas lembranças no lugar.

Também houve produção de cartazes, colagens, mapas, fotografias, ressaltando as belezas e potencialidades da cidade. O William apresentou uma dessas atividades e se emocionou ao agradecer pela oportunidade. “Nem imaginei que nosso trabalho pudesse ser escolhido, nem que ele estaria aqui sendo exposto. É muito bom saber que existe luz no fim do túnel. Que nem todo mundo pensa igual e que tem gente, como vocês, que acreditam na gente”, disse em relação ao trabalho de ressocialização feito em parceria pela Prefeitura e o sistema prisional.  

Ressignificar a relação de pessoas que foram privadas de liberdade com o espaço da cidade, oferecendo novas perspectivas para que se reintegrem à sociedade foi o objetivo do impulso dado. “Olhar de uma outra forma, que seja inclusiva, humanizada, que possibilite o resgate a cidadania, que ofereça condições reais de ressocialização com oportunidades para quem está, temporariamente, dentro do sistema é urgente para um recomeço com mais dignidade para essas pessoas”, avalia a secretária de Segurança Urbana e Cidadania.  

FONTE/CRÉDITOS: PJF
Geraldo Gomes

Publicado por:

Geraldo Gomes

Fundador, diretor e presidente do Portal de notícias RCWTV. Trabalhou na TVE, TV pública de Juiz de Fora, como diretor de imagem, e depois empreendeu no ramo de eventos evangélicos com a empresa Gospel Videos. Mais tarde fundou a RCWTV, inicialmente...

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