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Quinta-feira, 21 de Maio 2026
Policial

Polícia e MPMG combatem cartel de placas na Zona da Mata de Minas Gerais

Operação Guildas Medievais investiga corrupção, lavagem de dinheiro e monopólio ilegal no setor de estampagem automotiva

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Polícia e MPMG combatem cartel de placas na Zona da Mata de Minas Gerais
Imagem: Reprodução/Ministério Público do Estado de Minas Gerais
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Na manhã desta quinta-feira, 21/05, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Gaeco da Zona da Mata, e a Polícia Civil de Minas Gerais deflagraram a Operação Guildas Medievais. A ação visa desarticular uma organização criminosa que fraudava o mercado de fabricação e estampagem de placas automotivas na região de Juiz de Fora e demais municípios da Zona da Mata.

As investigações apontam que o grupo praticava crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e formação de cartel. Os suspeitos atuavam divididos em núcleos estruturados, incluindo setores financeiro, contábil e de coação. O objetivo principal era controlar o mercado regional e eliminar a concorrência por meio da fixação artificial de preços e manipulação da oferta de produtos.

Esquema de faturamento e ameaças

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O grupo criminoso realizava o controle do faturamento de dezenas de empresas de placas. Posteriormente, os lucros eram distribuídos entre os participantes conforme critérios internos, como o tempo de atuação no mercado.

Para ocultar as atividades e realizar a lavagem de dinheiro, a organização utilizava "laranjas" (pessoas interpostas). Além disso, os investigados recorriam a ameaças e coação contra empresários que tentavam resistir ao esquema. A Polícia também apura a participação de agentes públicos nas fraudes.

Mandados cumpridos na região

Ao todo, as equipes cumpriram 37 mandados judiciais emitidos pela Justiça. As ações ocorreram simultaneamente nas cidades de Muriaé, Perdões, Ubá, Visconde do Rio Branco e Belo Horizonte, em Minas Gerais, além da cidade do Rio de Janeiro.

As ordens judiciais aplicadas foram:

  • 19 mandados de busca e apreensão;
  • 10 medidas cautelares de monitoramento eletrônico; 
  • 8 determinações de suspensão das atividades econômicas de empresas de estampagem.

Durante as buscas na cidade de Ubá, um médico que era alvo das medidas cautelares foi preso em flagrante. No decorrer de toda a operação, os agentes apreenderam mais de R$ 30 mil em espécie, uma arma de fogo, computadores, aparelhos celulares e documentos de interesse para a continuidade das investigações.

A fiscalização contou com o apoio dos Gaecos de Belo Horizonte e Varginha, além do Ministério Público do Rio de Janeiro. A força-tarefa mobilizou as Delegacias Regionais da Polícia Civil em Ubá, Viçosa, Ponte Nova, Leopoldina e Muriaé, com suporte da Polícia Militar.

FAQ

Como funcionava o cartel de placas de carro?

A organização criminosa controlava o faturamento de várias empresas do setor automotivo e tabelava os preços de forma artificial. Quem tentava resistir ou trabalhar de forma independente sofria ameaças e coação do grupo.

Teve gente presa na operação de hoje?

Sim. Um médico da cidade de Ubá, que já era alvo das medidas cautelares determinadas pela Justiça, acabou sendo preso em flagrante durante o cumprimento dos mandados.

Quais cidades foram alvo da polícia?

Os policiais cumpriram os mandados judiciais nas cidades mineiras de Muriaé, Perdões, Ubá, Visconde do Rio Branco e Belo Horizonte, além de ramificações no Rio de Janeiro.

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FONTE/CRÉDITOS: Ministério Público do Estado de Minas Gerais

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