A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) finalizou, nesta quarta-feira (25/03), o inquérito que investigou a morte de um bebê ocorrida no início de fevereiro, em Jeceaba. A apuração dos fatos resultou no indiciamento da mãe e do suposto pai da criança, que já se encontram presos preventivamente.
Ocultação e tentativa de interrupção da gravidez
Segundo os levantamentos da PCMG, o casal tinha pleno conhecimento da gestação desde o início e teria tentado realizar um aborto sem sucesso. Para esconder a gravidez de familiares, a investigada teria apresentado um exame com indícios de adulteração.
O parto ocorreu sem qualquer assistência médica após 42 semanas de gestação. De acordo com as investigações, a mulher realizou o procedimento sozinha e, logo após o nascimento, teria utilizado fita adesiva para impedir o choro do recém-nascido, colocando-o em seguida dentro de uma mochila.
Desfecho e laudo pericial
A situação foi descoberta após a investigada ser hospitalizada devido a uma hemorragia pós-parto. Terceiros, que buscavam roupas para a mulher, localizaram a mochila com a criança. O laudo pericial confirmou que o bebê nasceu com vida, mas foi encontrado morto horas depois.
Prisões e capitulação penal
A mulher foi indiciada pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tentativa de aborto, falsificação de documento particular e ocultação de cadáver. Já o homem responderá como partícipe da tentativa de aborto e da falsificação, além de coautor por omissão no crime de homicídio.
O caso foi remetido ao Poder Judiciário para o início da fase processual.
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