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Justiça

PGR contesta decisão que extingue aposentadoria compulsória para juízes

Antes da análise final pelo STF, as partes têm 15 dias para apresentar suas considerações.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
PGR contesta decisão que extingue aposentadoria compulsória para juízes
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) interpôs, na segunda-feira (30), um recurso contra a deliberação do ministro Flávio Dino que suprimiu a aposentadoria compulsória como sanção máxima para magistrados condenados por infrações disciplinares severas, incluindo a comercialização de decisões judiciais, assédio sexual e moral, entre outras.

Após a recepção do recurso, que tramita em sigilo judicial, o gabinete de Dino determinou a notificação das partes envolvidas no caso, concedendo um prazo de 15 dias para manifestação. Posteriormente, o recurso será submetido ao julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em 16 de março, o ministro havia decidido pelo fim da aposentadoria compulsória, argumentando que a reforma previdenciária de 2019 eliminou essa modalidade de benefício e estabeleceu a perda do cargo como penalidade máxima. Dino também mencionou que essa pena acabava por favorecer os magistrados sancionados.

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Penalidades

Instituído em 2005, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é o órgão encarregado de julgar as faltas disciplinares de juízes e desembargadores. Ao longo de duas décadas, o conselho aplicou a aposentadoria compulsória a 126 magistrados, uma penalidade que lhes permite continuar recebendo seus salários.

O CNJ tem se baseado na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) para aplicar as sanções disciplinares. Essa norma estabelece como punições a advertência, censura, remoção compulsória, disponibilidade remunerada proporcional ao tempo de serviço e, como penalidade mais severa, a aposentadoria compulsória com proventos proporcionais ao tempo de serviço.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil

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