A Petrobras oficializou nesta quinta-feira (17), no Píer Mauá (RJ), o batismo do Starnav Elektra, o primeiro navio do Programa Mar Aberto a navegar com uma tripulação feminina exclusiva. A embarcação, que simboliza o início de um plano de renovação da frota da estatal, realizou sua viagem inaugural de Santa Catarina ao Rio de Janeiro sob o comando de Isabela Teixeira Ponce de Leon.
Com um investimento de R$ 450 milhões, o navio de apoio marítimo foi construído no Estaleiro Detroit, em Itajaí (SC). Agora, a embarcação se prepara para atuar diretamente no suporte às plataformas de exploração de petróleo nas bacias brasileiras, fortalecendo a logística marítima da companhia no país.
Durante a cerimônia, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, ressaltou que o fomento à indústria nacional e ao setor offshore gera um ciclo virtuoso de novos negócios. Segundo a executiva, a estratégia de ampliar a frota própria otimiza o retorno financeiro e garante maior autonomia para a petroleira.
"São projetos que nos trazem mais eficiência e lucro. Quando utilizamos nossa própria frota estamos economizando recursos e valorizando o portfólio da Petrobras", afirmou Chambriard, reforçando o compromisso com a segurança operacional e a sustentabilidade da cadeia de fornecedores locais.
A estatal planeja contratar 48 embarcações até o fim deste ano, com a meta de alcançar 96 novas unidades entregues até 2025, incluindo barcaças e empurradores. A presidente celebrou a competitividade das companhias nacionais, que têm apresentado excelente desempenho e vencido as concorrências recentes.
Sustentabilidade e tecnologia offshore
Alinhado às diretrizes de transição energética, o Starnav Elektra conta com tecnologias avançadas de eficiência. O modelo PSV (Platform Supply Vessel) traz sistemas modernos de distribuição de energia, incluindo bancos de baterias e telemetria para monitoramento de consumo em tempo real.
A embarcação também foi projetada para permitir o uso futuro de combustíveis renováveis. Além disso, novas técnicas de pintura e sistemas anti-incrustação foram aplicados ao casco, reduzindo o atrito com a água, o consumo de combustível e a emissão de gases poluentes.

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