O Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) lançou, nesta quinta-feira (17), uma plataforma inédita que reúne 228 indicadores dos estados brasileiros. O objetivo da iniciativa é mapear a realidade socioeconômica das 27 unidades da federação, oferecendo um diagnóstico detalhado para qualificar o debate público durante o atual período eleitoral.
O levantamento está estruturado em 12 eixos temáticos, abrangendo áreas cruciais como saúde, educação, segurança pública, mercado de trabalho e saneamento. De acordo com o instituto, os dados expõem de forma nítida as profundas disparidades regionais que ainda dividem o Brasil.
Disparidades na educação e saúde
No setor educacional, o painel revela trajetórias distintas. No Ceará, o índice de alunos do 2º ano do ensino fundamental com leitura adequada saltou de 44,9% em 2021 para 72,1% em 2023. Em contrapartida, Alagoas estagnou no mesmo período, variando de 30% para apenas 30,7%.
Na área da saúde, os dados de tuberculose chamam a atenção pelo aumento de casos entre 2020 e 2025. No Rio de Janeiro, a taxa subiu de 79,3 para 99,3 ocorrências por 100 mil habitantes. O Rio Grande do Sul também registrou alta, passando de 53,8 para 69,8 casos.
Divisão regional e extrema pobreza
O estudo evidencia uma linha clara de desigualdade entre o Norte e Nordeste e as demais regiões do país. Os nove estados com os maiores índices de extrema pobreza pertencem todos às regiões Norte e Nordeste, enquanto Sul, Sudeste e Centro-Oeste ocupam as melhores posições do ranking.
O presidente do IMDS, Paulo Tafner, esclarece que a intenção do projeto não é criar um ranking simplista. A meta é fornecer ferramentas para que a sociedade e os gestores compreendam se os problemas locais são históricos ou recentes, permitindo uma avaliação mais justa do desempenho de cada governo.
A plataforma completa de dados pode ser acessada diretamente no site do IMDS.

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