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Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais, empresariais e órgãos públicos. A investigação apura indícios de que verbas públicas destinadas à empresa organizadora do evento tenham sido desviadas e movimentadas por meio de "laranjas" (pessoas interpostas) e empresas de fachada, configurando, em tese, os crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Os principais alvos das medidas judiciais são:
• Um agente público municipal de Manga. • Um particular com vínculo familiar com integrante do Poder Executivo local.
Durante as diligências na manhã de hoje, as equipes apreenderam documentos administrativos, notas fiscais, registros contábeis e equipamentos eletrônicos. Além do material documental, foram apreendidos três veículos e mais de R$ 27 mil em espécie. Todo o montante e os aparelhos serão submetidos à perícia técnica e análise financeira para rastrear o fluxo dos valores pagos pela prefeitura.
De acordo com a Polícia Civil, a operação busca garantir a transparência e a correta aplicação dos impostos. O delegado regional em Januária, Luiz Bernardo Rodrigues de Moraes Neto, ressaltou que a coleta de provas é fundamental para o esclarecimento completo dos fatos ocorridos durante as festividades de setembro. O inquérito policial segue em andamento para identificar outros possíveis beneficiários do esquema.
FAQ: Operação Palco Oculto em Manga
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Qual o motivo da investigação no Norte de Minas? A apuração foca em suspeitas de superfaturamento e desvio de verba pública durante a realização do 1º Rodeio de Manga, ocorrido em setembro do ano passado.
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O que foi apreendido durante a operação? Foram confiscados documentos contábeis, computadores, três veículos e uma quantia superior a R$ 27 mil em dinheiro vivo.
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Quem são os investigados no processo? Até o momento, a operação foca em um agente público do município e em uma pessoa ligada a um membro do Poder Executivo local.

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