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Terça-feira, 16 de Junho 2026
Policial

Operação Estorno II prende cinco suspeitos de integrar quadrilha de fraude bancária em Juiz de Fora

Ação da Polícia Civil cumpre mandados na Zona da Mata contra grupo que bloqueava celulares de vítimas para fazer compras de luxo com cartões clonados

Talia Santana
Por Talia Santana
Operação Estorno II prende cinco suspeitos de integrar quadrilha de fraude bancária em Juiz de Fora
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta terça-feira (16/06), a segunda fase da Operação Estorno. A ofensiva policial teve como objetivo principal desestruturar o núcleo de comando de uma organização criminosa de alta periculosidade financeira, especializada em invasão de contas digitais, clonagem de cartões de crédito e fraudes no sistema bancário com ramificações interestaduais.

Prisões em bairros de Juiz de Fora e fuga com rompimento de tornozeleira

As equipes de policiais civis concentraram o cumprimento das ordens judiciais de prisão em flagrante no município de Juiz de Fora, onde capturaram cinco investigados com idades que variam entre 22 e 28 anos. As capturas ocorreram de forma simultânea em imóveis localizados nos bairros Santa Luzia, Santos Dumont, Monte Castelo, Caiçaras e Marilândia. Os detidos desempenhavam funções estratégicas e de liderança na engenharia financeira ilegal desenvolvida pelo bando.

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A operação também estendeu os mandados de busca e apreensão para cidades vizinhas na Zona da Mata. No município de Belmiro Braga, um dos alvos da investigação conseguiu fugir por rotas de escape ao notar a aproximação das viaturas policiais. Na fuga, o suspeito danificou e rompeu a tornozeleira eletrônica que utilizava por condenações anteriores. O homem, que já havia sido detido na primeira fase da operação, passou a ser considerado foragido da Justiça em Minas Gerais. Em Leopoldina, outra equipe de agentes arrecadou documentos e objetos de interesse para o inquérito policial.

Modus operandi do grupo e histórico da operação integrada

De acordo com o delegado Márcio Rocha, responsável pela condução do caso, o grupo criminoso utilizava uma tática conhecida como sequestro virtual de linhas telefônicas. O esquema consistia na captura ilegal de dados de terceiros e migração dos números das vítimas para aparelhos dos golpistas. Com o telefone da vítima clonado e o proprietário legítimo totalmente incomunicável, os criminosos invadiam aplicativos bancários e faziam compras de elevados valores no comércio físico e e-commerce nacional. Todo o dinheiro em espécie, cartões, centenas de chips de operadoras e produtos apreendidos nesta terça-feira passarão por perícia técnica.

A investigação tomou corpo a partir de um boletim de ocorrência lavrado no estado do Paraná, revelando que a base tecnológica do golpe operava a partir de Juiz de Fora. O portal de notícias RCWTV pontua que a primeira fase da operação, desencadeada em novembro de 2025, atuou de forma conjunta com as Polícias Civis do Paraná e do Rio de Janeiro, resultando em outras cinco prisões e no confisco de computadores, notebooks, artigos de luxo comprados de forma ilícita, além de uma pistola automática municiada na região da Zona da Mata.

Onde foram efetuadas as cinco prisões em flagrante nesta terça-feira?

Todas as cinco prisões da fase atual foram efetuadas em Juiz de Fora, distribuídas pelos bairros Santa Luzia, Santos Dumont, Monte Castelo, Caiçaras e Marilândia.

Como os criminosos impediam que as vítimas notassem as fraudes nas contas?

A quadrilha realizava o sequestro virtual das linhas telefônicas, deixando as vítimas sem sinal e incomunicáveis enquanto usavam as contas e cartões para compras de alto valor.

Qual é a situação do investigado que sofreu o mandado de busca em Belmiro Braga?

O suspeito fugiu antes da entrada dos policiais no imóvel, quebrou a tornozeleira eletrônica que usava devido a crimes passados e encontra-se foragido do sistema prisional.

FONTE/CRÉDITOS: PCMG

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Repórter na RCWTV – Rede de Canais Web. Focada em repassar informações de interesse público, de modo imparcial e acessível.

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