O Ministério Público de
Esquema simulava portal oficial para desviar recursos públicos
As investigações apontam que o grupo criminoso atuava desde 2024, replicando a identidade visual e o fluxo de pagamento do portal do Governo de Minas a cada período de vencimento do tributo. Os suspeitos registravam domínios com termos como "gov", "detran" e "minasgerais".
Ao tentar quitar o imposto, os contribuintes eram induzidos a transferir os valores via Pix para contas de empresas de fachada. Essas companhias ostentavam nomes falsos de arrecadação, como "gestão de tarifas" e "pagamentos de taxas". Pouco tempo após a criação, os recursos eram fracionados e repassados para contas em Goiás, Maranhão, São Paulo e no Distrito Federal.
Mandados e prisões mobilizam a
A Vara das Garantias de Belo Horizonte expediu 14 mandados de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão. As ordens judiciais foram cumpridas em municípios de Goiás, Maranhão e São Paulo, resultando na prisão de 10 investigados.
Durante a ação integrada entre o MPMG, a
• Aparelhos de telefonia celular e notebooks
• Pendrives e cartões bancários
• 11 papelotes de cocaína
• Um simulacro de arma de fogo
O coordenador do Gaeciber, promotor de Justiça André Salles Dias Pinto, ressaltou que a clonagem de portais públicos destrói a confiança do cidadão na administração pública e reforçou a importância da resposta rápida das autoridades diante de crimes digitais. As apurações seguem sob sigilo para localizar outros integrantes foragidos.
Orientações e cuidados de segurança ao contribuinte
Para evitar golpes, o MPMG orienta que o pagamento do IPVA seja efetuado exclusivamente pelos canais oficiais da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF/MG) ou pela rede bancária credenciada. As principais recomendações incluem:
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Atenção ao beneficiário: O destinatário do Pix para tributos estaduais nunca será uma empresa privada de gestão ou assessoria.
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Checagem do endereço: Suspeite de links patrocinados em buscadores, mensagens via WhatsApp, SMS e redes sociais.
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Procedimento em caso de fraude: Vítimas de pagamentos indevidos devem registrar boletim de ocorrência na
Polícia , acionar a instituição financeira para bloqueio cautelar e notificar os canais da SEF/MG.



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