Investigações
A Polícia Civil realizou hoje, dia 20 de junho, a Operação "Praestatur Prandium" em Carangola contra fraudes em licitações para fornecimento de alimentação em presídios de Minas Gerais e Bahia. Segundo os oficiais, 12 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, além de 1 mandado de prisão em cidades dos dois estados. Na coletiva de imprensa, o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), Rogério Greco, disse que a pasta começou a desconfiar de determinadas empresas em 2021. Segundo Greco: “A gente percebeu que determinada empresa ganhava a licitação e pouco tempo depois desistia, abandonava, e por isso ela não fornecia alimentação necessária ao sistema prisional”. Ele disse ainda que a empresa realizava esse procedimento para que a 2ª colocada na licitação assumisse o contrato.
Esquema
O delegado Júlio Wilke explicou que um empresário específico desejava criar um monopólio para fornecimento de alimentação no sistema prisional e por meio de diversas fraudes conseguia burlar a lei de licitação.
O também delegado, Sérgio Paranhos, disse que a Sejusp era obrigada a assinar os contratos de emergência, já que a licitação era abandonada durante os fins de semana ou feriados específicos. Dessa maneira, empresas laranjas eram criadas com dados de pessoas que recebiam cerca de R$ 200 por mês.
"O valor da alimentação era mais caro porque era emergencial então ocorria um prejuízo para a Administração Pública e possibilidade de rebeliões, retaliações", finalizou.
