A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) concluíram a segunda fase da Operação Circuito Fechado, realizada entre setembro e outubro em diversas regiões do estado. A ação teve como foco o combate à receptação e ao comércio ilegal de fios de cobre e materiais metálicos. Ao todo, 25 pessoas foram presas – 22 em flagrante e três por mandado – e cerca de 1,4 tonelada de fios de cobre foi apreendida, o equivalente a quase 17 mil metros do material.
O objetivo da operação é desarticular redes criminosas envolvidas nesse tipo de crime, reduzir a incidência de furtos qualificados e reforçar a sensação de segurança da população. As atividades incluíram fiscalização de estabelecimentos suspeitos, abordagens a veículos e pessoas, além de checagem em depósitos e ferros-velhos, com apoio de fiscais municipais e da vigilância sanitária.
Os alvos foram definidos a partir de levantamentos realizados pelas agências de inteligência da PMMG, considerando o impacto desses crimes na infraestrutura urbana e nos serviços essenciais. As prisões ocorreram em Arcos, Uberaba, Ipatinga, Uberlândia, Ponte Nova, Divinópolis, Araguari, Barbacena, Boa Esperança, Carmo do Parnaíba, Corinto, Morada Nova de Minas, Pará de Minas, Poços de Caldas, São Lourenço, Três Marias, Abaeté, Patrocínio e João Monlevade.
De acordo com a chefe do Centro de Jornalismo da PMMG, major Layla Brunnela, a eficácia da operação é resultado direto da integração entre os órgãos de segurança. “A Polícia Militar está atenta e atuando de forma cirúrgica contra essa modalidade criminosa que prejudica a qualidade de vida de toda a população. Nossas ações serão contínuas e periódicas em todo o estado”, destacou.
Fiscalização e resultados
Durante a segunda fase da operação, foram fiscalizados 527 estabelecimentos, vistoriados 876 veículos e abordadas cerca de 1,1 mil pessoas. As forças de segurança também apreenderam cinco armas de fogo, 942 munições, R$ 14.130 em dinheiro e diversas ferramentas. A operação contou com 892 militares e 366 viaturas.
O CBMMG realizou 13 autuações, sendo cinco por ausência do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e oito por descumprimento de normas técnicas de segurança. Apenas um dos estabelecimentos fiscalizados estava regular.
Segundo o porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Henrique Barcellos, a ação conjunta reforça o compromisso do Estado com a segurança. “A atuação integrada potencializa os resultados e também incrementa a segurança contra incêndio em locais sensíveis, como ferros-velhos, que historicamente registram ocorrências de incêndios”, afirmou.
Primeira fase da operação
A primeira fase da Operação Circuito Fechado ocorreu entre junho e julho deste ano, em Belo Horizonte, Contagem, Nova Lima e Vespasiano, resultando na apreensão de cerca de 220 quilos de fios de cobre e cabos metálicos de procedência suspeita. Duas pessoas foram presas em flagrante por receptação, e 34 estabelecimentos foram fiscalizados — dez deles autuados por irregularidades relacionadas à segurança contra incêndio e pânico.
A PMMG e o CBMMG informaram que as ações da Operação Circuito Fechado terão continuidade e periodicidade em todo o estado, com foco na repressão ao comércio ilegal de materiais metálicos e na segurança da população.
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