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Segunda-feira, 01 de Junho 2026
Juiz de Fora

Operação Cerco Fechado: Juiz de Fora é alvo da maior ofensiva contra facções criminosas da história de Minas

Com quase 3 mil agentes nas ruas e sem data para terminar, ação integrada asfixia territórios e lança nova lista do programa ‘Procura-se’ com os 12 criminosos mais perigosos do estado

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Operação Cerco Fechado: Juiz de Fora é alvo da maior ofensiva contra facções criminosas da história de Minas
Foto: Gil Leonardi / Imprensa MG
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O Governo de Minas Gerais deflagrou a Operação Cerco Fechado, classificada como a maior ofensiva integrada contra facções criminosas já registrada na história do estado. O balanço parcial das primeiras horas de atuação foi apresentado na manhã desta segunda-feira (1/6) pelo governador Mateus Simões.

A megaoperação reúne as forças de segurança estaduais e federais de forma permanente e por prazo indeterminado, mirando a asfixia financeira e a ocupação física de pontos estratégicos. Juiz de Fora está entre os seis municípios mineiros que recebem o policiamento de saturação.

Efetivo e Áreas de Atuação Integrada

A mobilização conta com um contingente de 2.980 profissionais nas ruas. As patrulhas, cercos e incursões ocorrem simultaneamente em 26 territórios considerados de alta mancha criminal nas seguintes cidades:

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  • Juiz de Fora (Zona da Mata)

  • Belo Horizonte (Região Metropolitana)

  • Manhuaçu (Zona da Mata/Vertentes)

  • Uberlândia e Uberaba (Triângulo Mineiro)

  • Teófilo Otoni (Vale do Mucuri)

"É uma operação estruturada de longo prazo, que tem como objetivo garantir que, em Minas Gerais, não haja domínio de território e para que a presença das facções seja asfixiada financeira e fisicamente pela presença da polícia na rua. Não estamos falando de uma operação apenas de busca de alvos específicos", explicou o governador Mateus Simões.

Balanço Parcial: Prisões, Apreensões e Varredura em Presídios

A força-tarefa conta com respaldo direto do Ministério Público (MPMG) e do Tribunal de Justiça (TJMG), que expediram 73 mandados de busca e apreensão (46 na capital e 27 distribuídos pelo interior).

Os resultados preliminares divulgados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) detalham:

  • Detenções: 46 pessoas foram capturadas (sendo 38 prisões ratificadas e 4 menores de idade apreendidos).

  • Apreensões nas Ruas: 9 armas de fogo, 93 munições de diferentes calibres, carregamentos de maconha, crack, cocaína e R$ 27 mil em espécie.

  • Pente-fino no Sistema Prisional: Foram realizadas vistorias surpresa em dez unidades prisionais do estado. Até o momento, 914 celas foram revistadas, resultando na apreensão de 53 telefones celulares e 907 porções de entorpecentes variados que abasteceriam o tráfico interno.

Nova Lista do ‘Procura-se’ é Lançada

Aproveitando a estrutura da coletiva, o Estado lançou oficialmente a 7ª edição do programa Procura-se. A iniciativa estampa o rosto e o histórico dos 12 criminosos foragidos considerados prioritários e de altíssima periculosidade para o sistema de segurança mineiro.

Os alvos possuem mandados de prisão em aberto por crimes graves como homicídios qualificados, tráfico internacional de drogas, assaltos violentos e explosões de caixas eletrônicos contra instituições financeiras.

O programa possui um histórico de forte adesão popular e alta eficiência: nas seis edições anteriores, a parceria entre inteligência policial e denúncias civis conseguiu capturar 61 dos 74 criminosos listados — uma taxa de 82,4% de sucesso.

📞 Viu algum suspeito? DENUNCIE
Caso tenha informações sobre o paradeiro dos criminosos locais ou atividades de facções em Juiz de Fora:
──► Ligue para o Disque Denúncia Unificado: 181
(A ligação é totalmente gratuita e o sigilo do seu nome é absoluto)

A operação Cerco Fechado segue com patrulhamento reforçado por equipes da Polícia Militar (PMMG), Polícia Civil (PCMG), Polícia Penal, Corpo de Bombeiros, Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) nos acessos às rodovias federais da Zona da Mata (BR-040 e BR-267).

FONTE/CRÉDITOS: Agência Minas / Governo de Minas

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