O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (8), a Operação “Cavalo de Troia” nos municípios de Laranjal e Além Paraíba, na Zona da Mata mineira. A ação tem como objetivo cumprir sete mandados de busca e apreensão para reunir elementos que auxiliem nas investigações de possíveis crimes contra a Administração Pública.
Mandados foram cumpridos em residências e empresas
A operação foi conduzida pelo MPMG, com apoio das Polícias Civil e Militar, e incluiu diligências em residências de investigados e nas sedes de empresas envolvidas.
Ao todo, foram cumpridos três mandados em Laranjal e quatro em Além Paraíba.
Investigação aponta irregularidades em licitações
As apurações tiveram início após a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Muriaé identificar indícios de irregularidades em processos licitatórios realizados pelo município de Laranjal.
Segundo o MPMG, duas empresas sediadas em Além Paraíba teriam vencido diversos certames a partir de 2024, o que levantou suspeitas sobre a regularidade das contratações.
Indícios de documentos falsos e favorecimento
Uma das empresas investigadas, com atuação voltada à gestão de pessoas, venceu chamamentos públicos para administrar a Instituição de Longa Permanência de Laranjal, em 2024, e o Hospital Municipal, em 2025.
Durante a análise, foram identificados indícios de que os atestados de capacidade técnica apresentados continham informações falsas. Além disso, a empresa teria alterado sua Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) poucos dias antes da abertura dos processos licitatórios, o que pode indicar conhecimento prévio das licitações.
Empresa teria simulado sede para participar de licitações
Outra empresa investigada, também com origem em Além Paraíba, teria criado uma sede fictícia em Laranjal para atender a exigências de localização previstas em editais.
Essa empresa participou de licitações com objetos variados, como fornecimento de materiais de escritório, caixas-d’água, gêneros alimentícios e até drone pulverizador, o que, segundo as investigações, levanta dúvidas sobre sua capacidade operacional.
Investigações seguem em andamento
De acordo com o Ministério Público, os atestados de capacidade técnica utilizados nas licitações teriam sido fornecidos pela outra empresa investigada, o que reforça a hipótese de atuação conjunta.
O material apreendido será analisado para aprofundar as investigações e identificar possíveis responsabilidades.
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